quinta-feira, 23 de julho de 2009

"Blocage" de 20% para o Chianti Classico

A crise mundial (que alguns acreditam que já está acabando) levou o Consorzio Chianti Classico a tomar uma medida inédita na vitivinicultura italiana: o "blocage". A prática consiste no bloqueio de parte da produção com a finalidade de evitar a queda ainda maior do preço do vinho, já que a queda da demanda tem feito os preços caírem. Com isso, os produtores que utilizam a denominação "Chianti Classico" terão que deixar 20% da produção a ser obtida com a safra 2009. Inicialmente, o período de retenção é de 24 meses, podendo ser revista pelo Consorzio.

O "blocage", embora seja inédito na Itália, já foi utilizado até na região francesa de Champagne.

Na foto (pela imperícia, dá pra notar que eu fui o "fotógrafo"), um belo exemplar do Chianti Classico da vinícola Castell´in Villa, da safra 2004, que tive a oportunidade de provar in loco há alguns meses. Felizmente, esse só vai ficar retido na minha memória!!!

Fonte: ASCA

O Duty Free Shopping dos sonhos!!!

Se você gosta de vinhos, então este é o seu Duty Free Shopping!!! Fica no Aeroporto Internacional de Dubai. Ali você vai encontrar rótulos extremamente raros e, naturalmente, caros. O privilegiado acervo da loja, chamada "Le Clos", inclui vinhos da estirpe do Château Petrus 1947 (12.500 dólares por garrafa), do Château Cheval Blanc 1961, em garrafa magnum (15.750) e, ainda, do Domaine de la Romanée-Conti 2005 (27.778).

Caso você esteja por lá e resolva me trazer um presente, já tem 3 ótimas sugestões!

Mas se a sua generosidade não estiver tão exacerbada, pode me trazer um Opus One mesmo... eles também tem vinhos do novo mundo lá!

Fonte/Foto: Decanter

quarta-feira, 22 de julho de 2009

E&J Gallo vai produzir vinho na Índia

A vinícola norte-americana E&J Gallo, a segunda maior do mundo, considerando-se quantidade de caixas de vinho vendidas, deve começar a produzir vinhos na Índia.

A produção terá início em setembro deste ano e terá como alvo o próprio mercado indiano, que tem experimentado um crescimento expressivo nos últimos oito anos (algo em torno de 20 a 35% ao ano).

O objetivo é abocanhar 10% do mercado do país, isso levando-se em conta também os vinhos da E&J Gallo que são importados.


terça-feira, 21 de julho de 2009

O vinho que faltava na lista do Galvão Bueno

Ontem eu fiz a postagem sobre os vinhos da Miolo veladamente divulgados pelo Galvão Bueno no programa "Bem, Amigos". Lembram-se de que o Pinot Noir ainda estava por ser lançado? Menos de 24 horas depois, recebi uma mala-direta da Miolo (estou no mailing-list deles). E adivinhem qual vinho estava nela??? Ei-lo:
Coincidência ou não, a divulgação aconteceu justamente algumas horas depois do programa de TV falar do "Pinot Noir dos Campos de Cima da Serra"...

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Galvão Bueno no "Bem, Amigos": "divulgação indireta" de vinhos da Miolo!!!

No programa "Bem, Amigos", do SPORTV, apresentado pelo Galvão Bueno, que foi ao ar agora a pouco, notei algo que não posso deixar de compartilhar com vocês!

Ainda que veladamente, o Galvão fez uma bela propaganda dos vinhos da Vinícola Miolo. Ele trocou o cardápio originalmente apresentado pelo Arnaldo Cezar Coelho por um que continha pratos típicos italianos, harmonizados com vinhos brasileiros.

Veja só (ipsis litteris):

Capeletti in Brodo
Pinot Noir dos campos de cima da serra

Carne e Pien cozidas no caldo do capeletti
Merlot do Terroir do Vale dos Vinhedos

Galeto ao Primo Canto com polenta
Castas portuguesas da Campanha

Sagu ao creme
Moscatel late harvest - Vale do São Francisco

Bem... "Merlot Terroir" e "Castas Portuguesas" são bem óbvias! O Moscatel Late Harvest feito no Vale do São Francisco também não é algo tão difícil de notar. Quanto ao Pinot Noir feito nos Campos de Cima da Serra, trata-se de um lançamento.

E para que você tenha certeza de que não se trata de mera coincidência, veja só o que o Maurício Roloff divulgou sobre o Galvão e sua intenção de se tornar parceiro da Miolo.

Só precisam avisar o Galvão que, ao contrário do que ele disse, ele não homenageou TODAS as regiões produtoras de vinho do Brasil... só pra citar uma região "esquecida", há São Joaquim, em Santa Catarina, em que se produz, por exemplo, os vinhos da Villa Francioni. E há outras menos famosas...

sábado, 18 de julho de 2009

Jancis Robinson e o Sherlock Holmes da Borgonha

Laurent Ponsot, produtor de vinhos na Borgonha, soube que um de seus vinhos, o Grand Cru Clos St Denis da safra 1945, seria leiloada em Nova Iorque. Aparentemente, nada de errado. A não ser pelo fato de que a primeira safra desse vinho foi a de 1982. Obviamente, uma falsificação! Foi aí que Laurent resolveu bancar o "Sherlock Holmes" e tentar descobrir a origem dessa falsificação. E quem conta essa história é Jancis Robinson, no Financial Times. Clique aqui para ler!


sexta-feira, 17 de julho de 2009

Da barrica para a taça - Uma alternativa para o vinho em taça

A vinícola DeLoach, dos EUA, passou a disponibilizar um sistema interessante para hotéis e restaurantes que servem vinho em taça. É o "Cellar to Glass", que consiste numa elegante barrica de 10 litros, para que se possa servir diretamente para as taças, garantindo um menor impacto ecológico, com menos emissões de carbono. Veja:


Fonte:PrLeap

Menos Vinho do Porto

O Instituto do Vinho do Douro e do Porto (IVDP) informou, hoje, que a Região Demarcada do Douro (RDD) vai transformar 110.000 pipas de vinho em vinho do porto. Isso representa um decréscimo de 13.500 pipas.

Essa quantidade, que é fixada pelo IVDP, foi diminuída para se adequar às últimas quedas no consumo de vinho do porto, segundo Isabel Marrana, da Associação deEmpresas de Vinho do Porto (AEVP). Em 2008, foram menos 5,3% e, no primeiro semestre deste ano, 5,7% para o mercado português e 3,7% nas exportações.

Fonte: Expresso - Foto: Jason Rogers

Outra pesquisa do Oscar: Quem paga mais pelo vinho? Brasileiros ou argentinos?

O amigo Oscar Daudt, editor do Enoventos, fez mais uma pesquisa. E, desta vez, ele comparou os preços entre os vinhos argentinos vendidos na Grand Cru argentina e os praticados na versão brasileira da Grand Cru. A diferença, em média, é de 131%. Ou seja, se você paga o equivalente a 100 reais lá, vai pagar 231 reais aqui. O fato mais curioso é que, quando a comparação acontece com vinhos argentinos que são vendidos lá pela Grand Cru e aqui pela Mistral, a diferença cai para apenas 22%, em média. Clique aqui e veja a pesquisa completa.

Foto: longhorndave

quinta-feira, 16 de julho de 2009

EXPOVINIS BRASIL 2010

Vejam só o material que recebi do pessoal da CH2A, responsável pela assessoria de imprensa da EXPOVINIS:

O mundo do vinho já pode organizar seu calendário para 2010. O Expovinis Brasil, maior encontro de winebusiness da America Latina, confirma data da sua 14ª edição.

Novamente, profissionais dos quatro cantos do mundo estarão reunidos de 27 a 29 de abril de 2010 no Expo Center Norte, em São Paulo, para apresentar ao consumidores milhares de rótulos do Novo e do Velho Mundo.

Compondo um dos mais importantes complexos de negócios da América Latina, o Expo Center Norte conta com uma ampla e completa área de exposição, considerada uma das mais modernas e versáteis do Brasil.

E, repetindo o sucesso dos últimos anos, simultaneamente ao Expovinis Brasil ocorrem as mostras Brasil Cachaça - dedicada à mais brasileira das bebidas, e Epicure - principal meeting dos segmentos do tabaco, presentes finos e artigos de luxo na América do Sul, que ocuparão juntos mais de 12.000 m² do Pavilhão Vermelho.

Em 2009, os três eventos receberam mais de 250 expositores e um público de 16 mil pessoasentre profissionais da área (90%) e consumidores finais. Empresas interessadas em participar podem obter mais informações na Exponor Brasil. Tel. (11) 3141.9444 http://www.exponor.com.br/.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Casa Lapostolle obtém status de empresa "carbono neutro"

A vinícola chilena Casa Lapostolle anunciou que atingiu o status de empresa "carbono neutro". A certificação foi feita pela "The CarbonNeutral Company", uma das líderes no segmento.

A Lapostolle atingiu esse objetivo reduzindo o consumo de energia e implementando projetos de créditos de carbono.

Suas garrafas possuem entre 60 e 70% de vidro reciclado e a colheita das uvas é feita à noite, eliminando a necessidade de tanques de resfriamento.

Fonte: JustDrinks

A gente vê cada coisa... Taças inusitadas!!! O vinho e seus pecados

A gente vê cada coisa... O artista inglês Kacper Hamilton desenhou uma incomum linha de taças. Cada uma foi "batizada" com o nome de um pecado capital. Na foto acima, o conjunto de "pecados". Abaixo, a taça da "avareza".
Com esse aspecto pontiagudo, abaixo, a taça da "ira".

Por último, a taça da "preguiça", com a pessoa deitada para consumir o vinho...

Fonte/Fotos: Revista80dias

Iogurte Chardonnay - Marco Danielle: Do iogurte milenar ao chardonnay da Belle Époque - Uma experiência sensorial no "Evento Paladar"

Há algumas semanas, deparei-me com uma nota sobre o "Evento Paladar" do Estadão, em que se fazia menção ao fato de o Marco Danielle ter servido iogurte numa degustação realizada em São Paulo. Achei tão curiosa a situação que resolvi escrever ao Marco, para ver se eu conseguiria entender o que realmente houve.

Recebi a resposta dele e resolvi compartilhá-la com vocês!

Vejam:
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Ao ler as notícias sobre o "Evento Paladar" publicadas pelo Estadão, muitos têm perguntado por que servimos iogurte aos participantes das minhas palestras, durante a apresentação dos vinhos do Projeto Tormentas. O que teria a ver iogurte com uma degustação de vinhos?


A idéia de comparar um iogurte natural caseiro a um iogurte industrial de morango surgiu como resposta ao risco de apresentar um Chardonnay radicalmente natural a um universo habituado aos chardonnays do mercado. A busca do que convencionou-se tratar como característico da casta causaria frustração, e poderia ofuscar a apreciação pura e simples do vinho apresentado. O Chardonnay 2008 apresentado foi vinificado organicamente - sem nenhum SO2 e sem leveduras comerciais adicionadas. O vinho fermentou a partir da flora de leveduras selvagens das próprias uvas, sem adição de sulfito em todo o processo. A leve oxidação promovida pela ausência de SO2 foi admitida como parte integrante da complexidade natural deste vinho. Sabe-se que os vinhos brancos respondem à falta de SO2 de forma muito mais evidente que os tintos, razão pela qual levam cargas muito maiores deste conservante/anti-oxidante do que levam os tintos. É raríssimo encontrar brancos sem adição de sulfitos - mesmo entre os produtores "bio" mais radicais da Europa. Além disto, existe a moda dos vinhos "frutado-incolores", dupla razão para os brancos em geral causarem mais enxaqueca que os tintos. Impedir a evolução natural da cor em um vinho branco, e tentar preservar longamente suas "notas frutadas" significa "congelar" o vinho quimicamente, privá-lo de sua evolução natural na direção de um amarelo-ouro, com sabores distintos mas nem por isso piores. Pelo contrário, os brancos naturais são mais complexos e menos unidimensioais que os brancos pálidos hiperfiltrados da moda, que forjaram uma espécie de norma.


Este Chardonnay 2008 me remete a alguns brancos "bio" do Vale do Loire, e está entre os vinhos de maior persistência organoléptica que já elaborei. Sua primeira apresentação à imprensa especializada foi no hotel Grand Hyatt São Paulo, dia 05.06.2009, por ocasião das duas palestras que proferi a convite do Jornal Estado de São Paulo, durante o Evento Paladar. Dos oito vinhos que apresentamos (sete tintos e um branco), o Chardonnay 2008 foi o primeiro. Para quem gosta de vinhos naturais, a experiência sensorial que antecedeu esta degustação pode ter sido significativa. Para preparar o espírito e os sentidos à degustação deste branco - totalmente fora dos padrões comerciais vigentes -, propus uma volta ao passado através de um condicionamento sensorial prévio. Uma espécie de regressão. Através de um processo de indução racional, os participantes foram convidados a adentrar um estado de consciência capaz de expurgar todas as referências atuais inculcadas pelos "gostos industriais". Eliminando momentaneamente da memória os gostos forjados pela indústria química, que atualmente representam uma espécie de padrão sintético considerado normal pela maioria, os participantes foram levados a voltar milênios no tempo, para uma era em que o iogurte já era parte importante da dieta e da cultura, mas nem de longe correspondia à bomba química que educa o paladar das nossas crianças - para as quais a única referência sobre iogurte é este preparado artificial - excessivamente doce, colorido, aromatizado e estabilizado por uma série de aditivos químicos.


Para que o Chardonnay 2008 fosse melhor compreendido, então, preparei na noite anterior, no quarto do Hyatt, um belo iogurte caseiro que foi servido no dia seguinte, em um pequeno copinho, ao lado de um iogurte industrial de morango em mesma dose, noutro copinho, para cada um dos participantes. A proposta era entrar neste estado de regressão e purificação através do iogurte. Em resumo, apesar de eu ter preparado os ânimos para um iogurte sem açúcar adicionado, portanto seco e relativamente ácido, o resultado da experiência foi fantástico. O iogurte natural estava realmente divino, de uma delicadeza, aroma e doçura natural inerentes ao puro leite fermentado. Houve quem pedisse para repetir a dose. O copinho com iogurte industrial de morango acabou de lado, intocado, aparentemente desmascarado sob sua espessa camada de maquiagem... Ao menos por alguns minutos, que provavelmente não durarão mais que o tempo daquele encontro, tivemos plena consciência desta grotesca aberração açucarada, colorida, e aromatizada atificialmente que fez parte de nossas infâncias e adolescências; que recebemos de nossos pais e demos aos nossos filhos sem muitos questionamentos, e que convencionamos chamar "iogurte".


A comparação entre os dois iogurtes serviu, resguardadas as devidas proporções, para incitar a uma reflexão sobre o que possa estar acontecendo com o vinho, no processo de infantilização do gosto em que o paladar dos que formam opinião é educado por produtos seguidamente recriados e padronizados pela indústria. Produtos mais puros, naturais ou autênticos, neste contexto, seguidamente são julgados defeituosos ou menos atraentes.


Agradeço ao repórter Luiz Horta o convite do Jornal O Estado de São Paulo para minha participação no "Evento Paladar". Foi um grandeprivilégio e ao mesmo tempo uma honra sua visita na Expovinis para uma longa e fraterna conversa, de onde surgiu o convite. Desde que provou nossos vinhos e ouviu nossa proposta, Horta dedicou-nos um interesse e uma atenção incomuns. Luiz Horta é mais uma Grande Alma, entre as tantas que o Mundo do Vinho tem cruzado em nossa trajetória.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Buenos Aires: Seminário Intensivo de Marketing do Vinho

De 4 a 6 de agosto, o Wine Institute, de Buenos Aires, promoverá um seminário intensivo de marketing vitivinícola. Os objetivos do curso, que será realizado na capital argentina, são:

- Conhecer as tendências do marketing vitivinícola;
- Implementar ferramentas de marketing vitivinícola;
- Analisar os diversos fatores que influenciam nessa indústria;
- Interpretar diferentes estratégias de posicionamento.

Informações: http://www.wineinstitute.com.ar/ e info@wineinstitute.com.ar

Apresentação de Vinhos do Douro e do Porto recebe 350 pessoas em Brasília

No último dia 30 de junho, a Capital Federal recebeu uma grande degustação de vinhos portugueses do Douro e do Porto, promovida pelo IVDP. O evento reuniu 18 importadoras que apresentaram mais de 200 rótulos a profissionais das áreas de gastronomia e vinhos. Ao total, 350 pessoas estiveram presentes no Hotel Naoum Plaza para apreciarem as novidades.

Também fizeram parte deste evento duas provas especiais dirigidas a jornalistas e especialistas da área. Em uma foram apresentados os Vinhos Top do Douro, conduzida por Antônio Duarte, presidente da ABS-DF. A outra foi uma prova de harmonização de Vinhos do Porto com sobremesas, apresentada por Carlos Soares, diretor do IVDP, e harmonizada com os doces do pâtissier francês Daniel Briand, proprietário da loja Daniel Briand Pâtissier e Chocolatier.

As Degustações de Vinhos do Douro e do Porto acontecem anualmente no Brasil e passam por várias cidades brasileiras. Neste ano, o evento aconteceu também nas capitais São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. “Estamos orgulhosos pelo interesse suscitado pelas provas nas diversas cidades, o que é o reconhecimento do trabalho dos produtores e dos importadores e do inegável prestígio de uma região onde se produzem alguns dos melhores vinhos do Mundo, como é o caso do Vinho do Porto e do Vinho do Douro”, afirma Carlos Soares, responsável do IVDP pelo mercado brasileiro.

O Brasil é considerado um dos mercados estratégicos para os vinhos da Região do Douro onde tem sido registrado um crescimento importante nos últimos anos. As exportações de vinhos do Porto cresceram mais do dobro nos últimos cinco anos, passando de cerca de 588.000 garrafas em 2003 para 1.395.000 garrafas no final do ano passado. Já em relação ao DOC Douro, os vinhos tranquilos, a evolução é de cerca de 50% nos 4 últimos anos, num total de 996.000 garrafas em 2008.

domingo, 12 de julho de 2009

Quer dar um ar "vinícola" à sua casa?


O pessoal da Meyda acredita nisso e possui uma extensa linha de lustres e pingentes temáticos feitos com garrafas de vinho, além de folhas e imagens de cachos de uvas. Veja!



Pernod Ricard lança campanha sobre o consumo responsável de bebidas alcoólicas

A campanha da Pernod Ricard ocorre no Reino Unido, mas seus conceitos são universais. O assunto é abordado sob três aspectos principais:
- Beber e dirigir
- Consumo por menores de idade
- Consumo excessivo

E os slogans da campanha trazem uma mensagem interessante: "Beber e dirigir não começa com um drink, mas com uma desculpa". E há a "roda das desculpas", que traz uma série de pequenos filmes retratando situações em que as pessoas se utilizam de desculpas como "já fiz tantas vezes o caminho para a casa que poderia fazê-lo vendado" e "eu tomo mais cuidado quando dirijo depois de beber". Não se surpreenda caso você ache algumas desculpas familiares! Pelo jeito, elas não são um "privilégio" dos britânicos.

No site também é possível encontrar diversas informações acerca do tema.

Bela iniciativa!

A Case for Wine: From King Tut to Today - O vinho refletido na arte - Uma exposição espetacular

Uma belíssima exposição começou ontem e vai até 20 de setembro de 2009 no Art Institute of Chicago. São dezenas de obras de arte com um tema comum: o vinho. Há desde peças que datam de séculos antes de Cristo até obras de artistas contemporâneos. A exposição traça a história do vinho e de seu consumo.

Fonte/Foto: ArtDaily - Fotos: AIC

sábado, 11 de julho de 2009

Degustação com estrelas

Não... Não se trata de nenhuma analogia aos bizarros quadros dominicais que infestam a TV aberta tupiniquim. Também não se trata de uma degustação de champagnes, qual proclamou Dom Pérignon, que disse que estava bebendo estrelas.

As "Catas con estrellas" ocorrerão em três vinícolas da região de Rioja, na Espanha, e consistem numa mistura de visitação, degustação de vinhos e observação de estrelas. A primeira vinícola será a Bodegas Finca Valpiedra, de Fuenmayor.

Especialistas da Agrupación Astronómica de La Rioja serão encarregados de decifrar as principais constelações visíveis ao público, além de oferecer informações sobre a mitologia das constelações e das estrelas, assim como sobre as estrelas e constelações ligadas ao vinho.

A iniciativa se insere no Ano Internacional da Astronomia, comemorado em 2009.

Se isso estivesse ocorrendo aqui no Brasil, eu teria certeza que a idéia seria do Antonio Carlos Coêlho, que, além de ser um grande conhecedor de vinhos, também domina os meandros astronômicos!

Fonte: Rioja2 - Foto: Nasa

Aprovada maior AVA dos EUA

A AVA mais recentemente aprovada nos EUA é a "Upper Mississippi River Valley Viticultural Area". A partir do próximo dia 22 de julho, os estadunidenses passarão a ter mais essa AVA, a maior em extensão, que contará com nada menos de 77.476 quilômetros quadrados, abrangendo áreas em 4 estados: Minnesota, Wisconsin, Illinois e Iowa.

"AVA" significa "American Viticulture Area", algo equivalente à AOC na França ou à DOC na Itália e outros países, ou seja, uma denominação de origem para o vinho, em que se delimitam áreas, métodos produtivos, entre outras diversos requisitos para que determinado vinho possa ostentar uma denominação.

Para ver uma lista completa das AVA´s clique aqui.

Fonte: Wines and Vines - Foto: St Croix

Pirâmide no Canadá??? É a Summerhill Pyramid Winery

Uma pirâmide: este é o lugar onde ficam as barricas da Summerhil Pyramid Winery, no Canadá. Um belo lugar para enoturistas! Veja!

Vendas da Concha y Toro sobem 19,6% no segundo trimestre

A chilena Concha y Toro não tem do que reclamar. Enquanto a maioria das empresas fala em crise, a famosa gigante do Chile vê seus negócios indo de vento em popa. No primeiro trimeste de 2009, anunciou o aumento de 12,8%. E o segundo trimestre foi ainda melhor: 19,6% de incremento nas vendas, atingindo uma cifra próxima a 179 milhões de dólares.

Nada mal, hein???

Fonte: Reuters

O vinho que Obama deu a Giorgio Napolitano

Chegou-se a divulgar que Barack Obama teria presenteado o Primeiro Ministro Silvio Berlusconi, por ocasião do encontro do G8, com vinho norte-americano. Mas, na verdade, o presenteado foi o Presidente da Itália, Giorgio Napolitano. O vinho em questão foi o branco Raffaldini Vineyards Vermentino 2008, da Carolina do Norte. A vinícola, como o nome sugere, pertence a descendentes de imigrantes italianos.

Fonte: Dr. Vino - Foto: Wral

sexta-feira, 10 de julho de 2009

CUESTA VINHO FESTIVAL - III EXPOSIÇÃO DE VINHOS DE BOTUCATU

O amigo Homero, da Adega Paratodos, de Botucatu, enviou-me a notícia de que será realizada a terceira edição da Exposição de Vinhos de Botucatu. Ocorrerá no dia 08 de agosto e contará com uma palestra do jornalista Jorge Lucki e de Laureano Gomes, enólogo da vinícola Salentein. Para obter mais detalhes, basta clicar na imagem acima.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

terça-feira, 7 de julho de 2009

Salton Virtude, Villa Francioni e Casa Valduga Chardonnay

O Eugênio já está virando um colaborador habitual aqui do blog. E hoje ele traz suas impressões sobre uma degustação que fizemos ontem, com vinhos brasileiros elaborados com a uva chardonnay. E eu assino embaixo, com exceção ao "aroma de fumaça de cinzeiro", hehehe.

Gostaria só de acrescentar que, para mim, o Salton Virtude foi o mais interessante, pela sua aptidão gastronômica (o vinho "pede" comida). Mas devo reconhecer que o Villa Francioni equilibrou, de forma harmoniosa, corpo, acidez e álcool.

Boa leitura!
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Na noite de ontem resolvemos fazer uma brincadeira abrindo os três vinhos em questão, para vermos qual era o melhor chardonnay brasileiro. São eles os vinhos brasileiros mais badalados dessa uva. O chardonnay da Salton teve uma forte campanha de marketing, anunciando seu lançamento em abril, mas até hoje está muito difícil de encontrá-lo. Na Expovinis, no estande da vinícola, foi artigo raro. Esse vinho tem sido apontado por vários meios de comunicação, como o melhor chardonnay feito por aqui. Felizmente tínhamos uma garrafa para fazer o teste.

Abrimos primeiramente o Villa Francioni Chardonnay 2007. O vinho de cor mais dourada dos três, com aromas de manteiga e café, com uma madeira muito bem trabalhada. Também o mais encorpado deles, com uma acidez correta, e final longo.

Foi aberto então o Casa Valduga Gran Reserva Chardonnay 2008. Esse vinho tem uma cor menos dourada que o primeiro, aromas adocicados que lembram melaço, e na boca confirma o doce. Corpo médio, mas se tornou enjoativo no decorrer da degustação. De tão doce, ficou para acompanhar a sobremesa.

Por último, abrimos o Salton Virtude Chardonnay 2008. Foi o vinho de cor mais clara da noite, de corpo mais leve também. Parecia diluídoem comparação ao primeiro. Muito tímido nos aromas, demorou a mostrar algo, e apesar do contra-rótulo sugerir côco, pão torrado... não identifiquei nenhuma das sugestões. Depois de muito tempo percebi aroma de fumaça de cinzeiro. Até esse momento o vinho estava sendo decepcionante para mim, foi quando o Guilherme disse: “olha a acidez desse vinho”. Foi então que o vinho ganhou ponto no meu conceito. Realmente tinha uma acidez viva, pungente, a maior dos três. Ideal para acompanhar pratos oleosos, defumados e salgados. Esse vinho tem o seu diferencial, mas não foi o suficiente, na minha opinião, para ser melhor que o Villa Francionni.

Eugênio Oliveira.

Problemas com a temperatura? Então coloque o vinho no ovo!!!

Este é o Egg-o! Um cooler diferente, com um formato que lembra um ovo. Assista ao vídeo abaixo:


Foto: Proleno

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Freixenet se instala em Cuba

O grupo Freixenet, primeira produtora do setor de cavas (vinhos espumantes espanhóis) instalou uma filial comercial na ilha de Fidel. A filial atenderá clientes da América Central e do Caribe. Luis Ortega Mateo, representante da Freixenet para o Caribe, reconhece a confiança do governo da ilha durante os 25 anos de relacionamento com a empresa. Mateo assevera que "fomos a primeira vinícola a nomear uma pessoa em Cuba, não somente para comercializar nossas cavas e vinhos, mas também para trazer a esta maravilhosa ilha nossa cultura do vinho".

A Freixenet só operava no mercado cubano por meio de distribuidoras locais e de uma importadora espanhola. Atualmente, empresa comercializa 10 produtos de diferentes vinícolas, sendo a linha chilena Barón Phillipe de Rothschild.

Fonte/Foto: El MundoVino

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Robert Parker: Os 40 melhores vinhos espanhóis


Talvez eu seja chato demais para conferir a outra pessoa o direito de dizer do que eu devo ou não gostar. Não acredito muito em "notas" para vinhos, mas respeito quem acredita. E como ninguém é obrigado a pensar como eu, aí vão as notas de Parker para vinhos espanhóis, os 40 melhores na opinião dele (com a ajuda de seu assistente Jay Miller, que esteve envolvido em denúncias de que, em outra oportunidade, teria dado boas notas a vinhos cujos produtores ou importadores lhe "agradaram" com viagens e presentes).

Pingus 2006: 99 pontos

Raul Perez El Pecado 2007: 98 pontos

Artadi Vina El Pison 2007: 98 pontos

Vega Sicilia Unico Reserva Especial NV: 98 pontos

Clos I Terrasses Clos Erasmus 2006: 97 pontos

Raul Perez A Trabe Red 2006: 97 pontos

Hermanos Sastre Pesus 2005: 97 pontos

Mas Doix Doix Costers de Vinyes Velles 2006: 97 pontos

Bodegas Emilio Moro Malleolus de Sancho Martin 2006: 97 pontos

Bodegas El Nido El Nido 2006: 97 pontos

Mas Romani (Mas Alta) La Basseta 2006: 96 pontos

Bodegas Y Vinedos Mancuso Mancuso 2005: 96 pontos

Raul Perez Prieto Picudo 2007: 96 pontos

Vinedos de Paganos La Nieta 2006: 96 pontos

Alvaro Palacios L'Ermita 2006: 96 pontos

Raul Perez La Claudina 2007 Blanco: 96 pontos

Bodegas Fernando Remirez de Ganuza Rioja 2005: 96 pontos

Bodegas Sierra Cantabria Amancio 2005: 96 pontos

Aalto PS 2006: 96 pontos

Descendientes de Jose Palacios Corullon Moncerbal 2006: 96 pontos

Dominio de Pingus Amelia 2006: 96 pontos

Espectacle Espectacle del Montsant 2006: 96 pontos

Bodegas Alto Moncayo Aquilon 2006: 96 pontos

Benjamin Romeo La Vina de Andres Romeo 2006: 96 pontos

Vega Sicilia Unico Reserva 1999: 96 pontos

Terra de Verema Corelium 2006: 96 pontos

Los Astrales Astrales Christina 2006: 95 pontos

Bodegas J A Calvo Casajus Nic 2005: 95+ pontos

Artadi Pagos Viejos 2007: 95 pontos

Acustic Auditon 2007: 95 pontos

Vinedos Y Bodegas Garcia Figuero Tinus 2006: 95 pontos

Clos Mogador 2006: 95 pontos

Celler Cal Pla Mas d'en Compte Planots 2006: 95 pontos

Raul Perez Sacrata 2007: 95 pontos

Bodegas Y Vinedos Pujanza Pujanza Cisma 2006: 95 pontos

Hermanos Sastre Regina Vides 2004: 95 pontos

Eduardo Garcia Ramiro's Ribera del Duero Toro 2005: 95 pontos

Mauro Terreus 2004: 95 pontos

Bodegas Emilio Moro Malleolus de Valderramiro 2006: 95 pontos

Muga Aro 2005: 95 pontos

Bodegas El Nido Clio 2006: 95 pontos

Fonte: Descorche - Foto: ERobertParker

Tampa de rosca para vinhos... mas com um diferencial


Para ser sincero, sou ferrenho partidário das rolhas tradicionais, de cortiça mesmo. Mas reconheço que as tampas de rosca (screwcaps) são uma realidade inegável, atualmente. E um produto chamado VIMENTIS pretende dar um certo "ritual" à abertura de vinhos vedados com tampas de rosca. Você o encaixa na tampa, gira e ela sai num mostrador. Também é possível colocar rótulos com informações sobre o vinho. O produto só pode utilizado uma vez.

A intenção pode ser até ser boa. Mas fica a pergunta: se a principal idéia das tampas de rosca é baixar custos (também há o argumento do TCA, mas é secundário), ter um acessório que só se pode utilizar uma vez faria sentido?

Fonte/Foto: Egruve