quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Torre de Tavares - Entrevista com João Malheiro Tavares de Pina

Fiz uma breve entrevista com João Tavares de Pina (eu já falei de outros vinhos dele aqui no blog), produtor português de vinho, sobre seus mais recentes lançamentos. Confira:

Como você definiria seus dois lançamentos do Torre de Tavares, o Encruzado 2008 e o Regional Beiras 2009? Quais as principais particularidades?

Ambos são produzidos com uvas de vinhas velhas. O Torre de Tavares Encruzado 2008 é um branco do Dão, bastante estruturado, uma das grandes características desta casta. O vinho foi parcialmente fermentado em barricas (30%). Foi engarrafado em Julho de 2009. Descansou um ano na garrafa, e, vamos agora iniciar a sua comercialização. São excelentes vinhos para a mesa, têm um enorme carácter gastronómico, uma acidez fantástica, e, possui uma grande austeridade, notas muito minerais e de fruta branca, sobretudo o marmelo, que é excepcionalmente fresco e elegante. A madeira, já bem harmonizada, favorece-lhe o volume e dá-lhe a complexidade das notas mais secas.
A Síria, um Regional Beiras Torre de Tavares 2009, produzido na região da Vermiosa, junto a Almeida, e ao lado da fronteira espanhola, numa região a uma cota de 600 m, muito fresca e seca, que produz vindimas quase em finais de Outubro, é um vinho com um frescor monumental, de volume médio. Apresenta também uma interessante mineralidade, notas cítricas e de tangerina, os principais descritores da casta.


Quantas garrafas foram produzidas de cada um deles?

Sou um produtor de dimensão muito reduzida, como a generalidade dos produtores independentes da região do Dão. Nem estes vinhos poderiam também ser produzidos em quantidades muito grandes. A maioria das vinhas velhas desta região possui uma viticultura bastante rudimentar e com muitos problemas. A vindima, felizmente e invariavelmente, ainda é feita à mão, e a uva é completamente escolhida à entrada da adega. Temos rendimentos muito baixos neste trabalho de selecção, que normalmente só eu e o Hugo, o meu braço direito, fazemos. Chegamos a ter rendimentos de escolha da ordem dos 80kg por hora. Para o Encruzado, que produzimos 2980 garrafas estivemos a escolher uva, bago a bago, 24horas. Da Síria, a produção também são 2950 garrafas.


Qual o valor estimado para o consumidor final, em Portugal?

O Torre de Tavares Encruzado DOP DÃO é comercializado à volta dos 12 Euros e o Regional Beiras Torre de Tavares Branco produzido com a casta Síria por 8 euros.

Planeja exportar esses vinhos?

A maior parte dos vinhos que produzo são exportados. O meu mercado principal é a Bélgica e depois a Alemanha e Holanda.

Gostaria também de vir a ter os meus vinhos no Brasil. Gostaria de encontrar um apreciador de vinhos de Terroir, de vinhos naturais, de vinhos com muito carácter.

Os Terras de Tavares e Torre de Tavares são vinhos para consumidores evoluídos, para consumidores inteligentes, que procurem vinhos completamente distintos e diferenciados dos vinhos globais produzidos com as vulgares castas internacionais. Os Terras de Tavares e Torre de Tavares são produzidos a partir de castas autóctones, regionais, que não existem em mais nenhuma parte do mundo. São únicos, produções muito limitadas. Os tintos, são vinhos com grande estrutura, com fantástico tanino e acidez, que lhes conferem uma especial aptidão gastronômica.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Parece bomba de posto de gasolina, mas é de vinho!

A inusitada máquina está presente em oito supermercados franceses. Com ela, você compra vinho a granel, levando seu próprio recipiente. Segundo a responsável pela geringonça, Astrid Terzian, o conceito atende, de uma só vez, a dois públicos: os preocupados com o meio ambiente e aqueles que querem economizar. Pelo fato de se reutilizar embalagens, há a redução da emissões de carbono e do preço.
Cada litro sai por 1,45 euro. Assim, 750ml (conteúdo das garrafas de vinho"padrão") sairia por 1,08 euro, o que equivale a algo em torno de 2,43 reais.Os vinhos variam. Entre eles, há um "vin de pays méditerranée", da safra 2009, do Rhone.

Fonte/Foto: Dr.Vino

domingo, 12 de setembro de 2010

sábado, 11 de setembro de 2010

James Bond & Bollinger

O agente 007 às voltas com o mais nobre dos espumantes: o Champagne!

Wine Bottle USB Speaker and FM Radio: som para enófilos

Se bugigangas ligadas ao vinho, ainda que indiretamente, fazem seu gênero, este produto é para você!
Com o Wine Bottle USB Speaker and FM Radio você pode ouvir suas músicas gravadas em um pente de memória ou num dispositivo usb. Pode, ainda ouvir rádio FM. Acompanha controle remoto.
Custa 27 dólares nos EUA.

Fonte/fotos:
Gadget4all via Switched

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Bodegas Carrau

No último mês de agosto, estive no Uruguai. Lá, pude visitar as Bodegas Carrau. Ao lado de Margarita Carrau, responsável pelo marketing da empresa, de seu irmão, Francisco, enólogo da casa, e de Nicolás Neme, diretor de exportações, pude provar uma dezena de vinhos. Os que mais me agradaram foram os seguintes:

PINOT NOIR DE RESERVA 2009 - Esse vinho me surpreendeu pela sua ótima acidez, raramente presente em "pinot´s" do novo mundo, sobretudo aqueles com estágio em barricas. Segundo Francisco, o vinho passou apenas 4 meses em barricas de carvalho francês, embora, em safras anteriores, já tenha chegado a 10 meses. Infelizmente, este belo pinot ainda não tem importador no Brasil.
AMAT 2005 - o Tannat topo de linha da Carrau. Um vinho de ótima estrutura e com taninos bem vivos, que ainda pedem alguns anos de garrafa. Você se lembra que, em 2008, fiz uma postagem dizendo que um vinho da Carrau estava no livro "1001 wines you must taste before you die"?. Foi o AMAT 2002, que também provei recentemente. Está pronto, bem evoluído, com taninos redondos e boa complexidade aromática. No Brasil, o AMAT é importado pela Zahil.

VILASAR 2000 - O vinho mais interessante que provei ali. Elaborado com a casta Nebbiolo. Incomum, seu açúcar residual é praticamente imperceptível. Mesmo com a idade já “avançada”, revela uma bela acidez e taninos elegantes. A importação desse vinho é feita pela Vinhos do Mundo.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

100 vinhos de 100 pontos


Eu sempre deixei clara minha opinião sobre essa história de "pontos" para vinhos. Respeito as opiniões contrárias, mas não dou realmente bola para esse tipo de coisa. Mas, como a maioria dá (e, literalmente, paga o preço), os organizadores do leilão do Naples Winter Wine Festival, na Flórida (EUA), oferecerão um lote de 100 vinhos que levaram 100 pontos de Robert Parker, o mais influente críticos de vinho mundo afora.

Rótulos de grande renome estão, naturalmente, nesse lote. Entre eles, estão um Chateau La Mission Haut-Brion 1955, um Chateau Pétrus 1989 e um Romanée-Conti 1985.

A causa é nobre: os valores arrecadados serão revertidos em favor de obras de caridade para crianças. Desde 2001, 82,5 milhões de dólares já tiveram essa destinação.

E uma notícia dessas só poderia vir hoje, dia em que o glorioso Sport Club Corinthians Paulista comemora seu centenário!!!

Salve o Corinthians!!!

Fonte/Foto: Paul Frasier

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Destaques do III Encontro Vinum Brasilis

Hoje estive no III Encontro Vinum Brasilis, aqui em Brasília. O evento, dedicado ao vinho brasileiro, teve todos os convites vendidos, o que já demonstra o sucesso da empreitada capitaneada pelo amigo Petrus.

Vários os vinhos provados, destaco um da Lidio Carraro, o Elos Touriga Nacional Tannat 2008, que aparece abaixo nas mãos da bela e competente Kátia Matusita, que representa os vinhos dessa vinícola gaúcha aqui no DF.
Destaque ainda para o Pizzato Chardonnay 2009 (foto abaixo) e para o espumante Cave Geisse Nature.
No evento, também tive a oportunidade de conversar com o chileno Eugenio Echeverria (foto abaixo), da The Wine School, que traz os cursos da Wine & Spirit Education Trust para o Brasil.

domingo, 22 de agosto de 2010

Jantar harmonizado Dom Francisco e vinhos chilenos Von Siebenthal

O Dom Francisco Park realiza, na próxima quarta-feira, dia 25 de agosto, jantar harmonizado com vinhos da vinícola chilena Viña Von Siebenthal. A noite será conduzida pelo proprietário, o enólogo Mario Von Siebenthal, e sairá a R$ 150, 00 (com serviço incluso). Na ocasião, o Valet Park com manobrista será cortesia do Dom Francisco.

CARDÁPIO

Entrada
Abobrinha recheada com ragu de ossobucco
VON SIEBENTHAL PARCELA #7 RESERVA SAFRA 2007
VON SIEBENTHAL CARMENERE RESERVA SAFRA 2007

1º prato
Penne com calabresa e funghi
VON SIEBENTHAL CARABANTES PREMIUM SAFRA 2003

2º prato
Brasatto ao vinho tinto
VON SIEBENTHAL MONTELIG SAFRA 2004

3ºprato
Carré de cordeiro ao forno, acompanhado de batatas rústicas
VON SIEBENTHAL TOKNAR SAFRA 2005

Sobremesa
Crumble de banana
Água mineral, chá e café

Serviço
Jantar harmonizado Dom Francisco e vinhos chilenos Von Siebenthal
Local:
Dom Francisco Park (Park Shopping)
Data: 25 de agosto de 2010
Hora: 20h
Preço por pessoa: R$ 150,00 (cento e cinquenta reais), com serviço incluso.
Informações ou reserva pelo telefone: (61) 3363- 3079

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

III ENCONTRO VINUM BRASILIS

No próximo dia 26 de agosto, Brasília receberá um evento voltado exclusivamente ao vinho brasileiro. Trata-se da terceira edição do Encontro Vinum Brasilis. O ingresso custa 50 reais. Quem for ao evento e morar na Asa Sul, Asa Norte, Sudoeste, Lago Sul e Lago Norte poderá contar com transporte gratuito para voltar para casa.

Clique na imagem abaixo para ampliá-la.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Alarme falso!!! Pouca coisa mudou para os viajantes que trazem vinho do exterior

Toda vez que vejo uma notícia dizendo que haverá alívio tributário (o leão ficando mais manso???) fico desconfiado. Se isso envolver o vinho, então...

Vi, nos últimos dias, algumas notícias e postagens que davam conta que haveria "isenção" para 12 litros de bebida alcoólica trazidas por viajantes vindos do exterior. Preferi esperar a publicação das normas para tratar do assunto aqui. E, sem nenhum demérito àqueles que divulgaram de pronto a notícia, acho que fiz bem.

Analisando tanto a portaria como a instrução normativa, verifica-se que, a rigor, não houve uma "isenção" propriamente dita. As garrafas de vinho que você trouxer do exterior (de avião) continuam integrando o cômputo dos 500 dólares de isenção geral. Portanto, se você trouxe, por exemplo, um notebook de 500 dólares, não poderá trazer nenhuma garrafa de vinho com isenção.

O que mudou, na prática, foi a quantidade de bebida alcoólica que você pode trazer (são 12 litros) dentro da isenção. Mas não se trata de isenção específica para as bebidas alcoólicas. Isso tudo continua, como eu já disse, dentro dos 500 dólares. Antes, não havia uma quantidade normatizada.

Em 2008, o amigo João Filipe Clemente (se você ainda não conhece o excelente blog dele, clique aqui) fez uma bela postagem sobre isso, que contou com a complementação do Rafael, que se identificou como servidor da Receita Federal. Ali, o Rafael trouxe esclarecimentos no sentido de que cabia ao agente alfandegário avaliar se os vinhos trazidos teriam ou não destinação comercial. Pelo que se compreende da nova norma, não há mais essa necessidade, desde que observado o limite de 12 litros.

As normas trouxeram alguns avanços. Incluíram, na definição "bens de caráter manifestamente pessoal" uma câmera fotográfica, um relógio de pulso e um aparelho de telefone celular. Mas isso só vale se esses itens estiverem dentro daquilo que a norma chama de "compatibilidade com as circunstâncias da viagem"...

Foto: Tambako the Jaguar

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Pernod Ricard vende Marques de Arienzo

O "super" conglomerado francês de bebidas Pernod Ricard anunciou, na última quarta-feira, a venda de suas marcas espanholas Marques de Arienzo e Viña Eguia.

O negócio, feito com um consórcio formado pelas empresas Vinos de los Herederos del Marques de Riscal SA e Gangutia SL, envolveu o valor de 28 milhões de euros e incluiu as respectivas vinícolas, bem como 358 hectares de vinhedos.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Brasileira, vendedora da Sherry-Lehmann, é destaque em matéria da Bloomberg

A matéria do site da Bloomberg, que trata do aumento do poder aquisitivo dos turistas brasileiros que visitam Nova Iorque, traz como um dos destaques a brasileira Ana Paula Galvani (foto), natural de Mirandópolis, interior paulista. Ela é vendedora da Sherry-Lehmann, renomada loja de vinhos de Manhattan.
Na matéria, Ana Paula relata que brasileiros visitam a loja diariamente e não hesitam em comprar garrafas de vinho no valor de 1.000 dólares. Ela também disse à reportagem da Bloomberg que vendeu 30 caixas de Bordeaux 2009 (que só será entregue em 2012) nas duas últimas semanas e que vende muito para o Brasil. Só para se ter uma idéia, uma caixa de 12 garrafas de Château Margaux 2009 custa "apenas" 15.540 dólares.

Fonte/Foto: Bloomberg

terça-feira, 20 de julho de 2010

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Vega-Sicilia

Quer conhecer um pouco do mítico vinho espanhol Vega-Sicilia? Então veja esses trechos do programa "A Hora de Baco", da portuguesa RTP:


quinta-feira, 15 de julho de 2010

Importadora Viníssimo em Brasília

Hoje tive a oportunidade de conhecer parte do portfólio da Importadora Viníssimo, que iniciou suas atividades no fim do ano passado.

Os proprietários da empresa, Wlamir dos Santos Rizzo e sua esposa Solange, estavam no evento realizado no Restaurante Lake´s, na 402 sul, em Brasília. Os vinhos foram apresentados pelo Dr. Arthur Azevedo, que trouxe aos presentes diversas informações acerca dos vinhos e seus respectivos produtores e regiões. Na foto, Wlamir, Solange e Arthur.
Eis os vinhos provados:
- Daisy Rock Sauvignon Blanc 2008 - Maven Wines - Malborough, Nova Zelândia.
- Gewurztraminer Cuvée Réserve 2008 - Domaine Martin Schaetzel - Alsácia, França.
- Daisy Rock Pinot Noir 2008 - Maven Wines - Malborough, Nova Zelândia.
- Monthelie Cuvée Paul 2007 - Domaine Paul Garaudet - Borgonha, França.
- Lo Schiavone 2005 - Castello Sonnino - Toscana, Itália.
- Château Belleuve de Tayac 2005 - Jean Luc Thunevin - Margaux, Bordeaux, França.
- Mas del Rey 2006 - Jacques Montagné - Langeudoc-Roussillon, França.
- Antônio Saramago Reserva 2005 - Antônio Saramago - D.O.C. Palmela, Península de Setúbal, Portugal.

Vinho no .... sutiã???

O Baron Bob, um site cujo slogan é "Na cruzada contra os presentes comuns", vende todo tipo de coisas inusitadas e de gosto duvidoso...

O "Wine Rack" não foge à regra. Segundo o Bob, usando esse utilíssimo produto, a "feliz proprietária" pode dobrar o tamanho aparente dos seios e, ao mesmo tempo, carregar e beber o equivalente a uma garrafa de vinho (750ml). Como ninguém havia pensado nisso???

Fotos: Baron Bob

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Máquinas para vender vinho na Pennsylvania

No último mês de maio, viajei aos Estados Unidos. Lá, estive no estado da Pennsylvania, que possui uma particularidade: o governo monopoliza o comércio de bebidas alcoólicas, incluindo vinhos, à exceção de bares e restaurantes. Portanto, a iniciativa privada só comercializa bebidas alcoólicas para consumo dentro do próprio estabelecimento.

Assim, não encontrei vinho ou cerveja nos supermercados, por exemplo. As lojas de vinho são do governo, (Wines and Spirits) com uma bela seleção de vinhos de todo o mundo, diga-se, com preços inacreditavelmente baixo se comparados com os que pagamos em terras tupiniquins.

Mas, há algumas semanas, isso mudou. Embora o monopólio continue, agora é possível comprar vinhos em máquinas instaladas em supermercados e em outros estabelecimentos. Mas não se trata de uma máquina convencional, como a que vende refrigerantes. Para realizar a compra, é preciso apresentar uma com documento (para provar que tem a idade mínima para comprar bebida alcoólica), um cartão de crédito e - o mais inusitado - soprar algo semelhante a um bafômetro, para verificação do índice de álcool no organismo. Se estiver acima do nível permitido, não será possível comprar vinho. E todo esse procedimento é acompanhado e, se tudo estiver dentro da conformidade, autorizado, por um agente do governo, por meio de uma central remota
(o aparelho possui uma câmera).

A CBS fez uma matéria colhendo algumas opiniões dos consumidores a respeito. A maioria parece aprovar, apesar da demora do procedimento. A vantagem é poder comprar sem ter que ir às lojas, aproveitando uma ida ao supermercado. Confira:

Sbav-DF e Importadora Obra Prima no Francisco da Asbac

Serão três vinícolas e três países. Belasco de Baquedano, Casa Del Bosque e Marco Real representarão Argentina, Chile e Espanha, respectivamente, na degustação que a SBAV-DF promove em conjunto com a Importadora Obra Prima.

Será na próxima quarta-feira, das 19:30 às 22:30, no restaurante Dom Francisco da Asbac, em Brasília. As reservas podem ser feitas pelo telefone (61)3443-5797.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Termômetro digital para vinhos - Trudeau

Se você gosta de quinquilharias relacionadas ao vinho, este produto, provavelmente, vai lhe agradar!

Basta colocar o Trudeau Digital Wine Thermometer junto da sua garrafa e ele medirá a temperatura e a indicará num mostrador LCD. Ele ainda conta com uma cinta em aço inoxidável em que há inscrições das tempetaturas adequadas para provar diversos vinhos.
Só não se assuste com os 73,8 graus que aparecem na imagem acima. É que o termômetro fornece a temperatura também em graus fahrenheit, além de graus célsius. De qualquer modo, o equivalente dos 73,8 graus fahrenheit, cerca de 23,2 graus célsius, também seria impróprio para o consumo de qualquer vinho...

A bugiganga custa 19,95 dólares, nos EUA.

Fonte: CNET - Foto: Crate & Barrel

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Château d'Yquem lança blog no fim do mês

O anúncio, que você confere no vídeo abaixo, é feito por Pierre Lurton. O blog se chamará mYquem (pronuncia-se "My Yquem" - Meu Yquem) e estará no endereço www.myquem.com no fim de junho de 2010.

Château d'Yquem, uma "lenda" bordalesa, é, para muitos, o vinho de sobremesa mais importante do mundo.

No vídeo, você já pode ver parte das imagens que estarão disponíveis no blog.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Segundo aniversário do Blog VINUM ANIMI SPECULUM - Um papo sobre vinhos!!!

Depois de 720 postagens e mais de 80 mil pageviews, este blog chega ao seu segundo aniversário (a coluna homônima já é mais velhinha, com quase 5 anos). E não poderia haver momento mais oportuno para agradecer a você, que tem a paciência necessária para ler as bobagens que eu escrevo por aqui. Obrigado!!!

Foto: Nast Archive/CORBIS - FoxTongue

terça-feira, 22 de junho de 2010

Lista de Práticas Enológicas Lícitas no Brasil - Portaria 299, de 17 de junho de 2010, em consulta pública

Soube pelo site Olhar Direto que uma nova Portaria, cujo anexo traz um projeto de instrução normativa que trata de práticas enológicas no Brasil, está em consulta pública, por 60 dias, desde o dia 18 (data da publidação efetiva, no Diário Oficial da União, da referida portaria). Fui procurá-la no no site do Ministério, na seção indicada ("Legislação", "Portarias em consulta pública") e notei que a última atualização era de 27/01/2010, sendo que a mais recente portaria era a de número 13. Fui, então, na seção "Legislação" e, depois, em "Publicações no Diário Oficial da União". Ali, na Seção I, encontrei a Portaria 299, mais precisamente na página 15.

Veja aqui o inteiro teor
:

PORTARIA No 299, DE 17 DE JUNHO DE 2010

O SECRETÁRIO SUBSTITUTO DE DEFESA AGROPECUÁRIA, DO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO, no uso da atribuição que lhe conferem os arts. 10 e 42 do Anexo I do Decreto no 7.127, de 4 de março de 2010, tendo em vista o disposto na Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, e o que consta do Processo no 21000.006291/2007-02, resolve:
Art. 1o Submeter à consulta pública, pelo prazo de 60 (sessenta) dias a contar da data de publicação desta Portaria, o Projeto de Instrução Normativa que aprova a Lista de Práticas Enológicas Lícitas.
Parágrafo único. O Projeto de Instrução Normativa anexo encontra-se disponível na página eletrônica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento: www.agricultura.gov.br, link legislação, submenu Portarias em Consulta Pública.
Art. 2o O objetivo da presente consulta pública é permitir a ampla divulgação da proposta de Instrução Normativa, para receber sugestões de órgãos, entidades ou pessoas interessadas.
Art. 3o As sugestões de que trata o art. 1o, tecnicamente fundamentadas, deverão ser encaminhadas, preferencialmente, para o endereço eletrônico: dvd@agricultura.gov.br ou para o endereço:
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA - Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal - DIPOV - Coordenação-Geral de Vinhos e Bebidas - CGVB, Esplanada dos Ministérios - Bloco D - Anexo B - Sala 333 - CEP 70.043-900 - Fax 55 (61) 3224 8961.
Art. 4o Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
JOSE GUILHERME TOLLSTADIUS LEAL

ANEXO

PROJETO DE INSTRUÇÃO NORMATIVA No___ , DE __ DE__ DE 2010.
O MINISTRO DE ESTADO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO, no uso da atribuição que lhe confere o art. 87, parágrafo único, inciso II, da Constituição, tendo e vista o disposto na Lei no 7.678, de 8 de novembro de 1988, no Decreto no 99.066, de 8 de março de 1990, e o que consta do Processo no 21000.006291/2007-02, resolve:

Art. 1o Aprovar a LISTA DE PRÁTICAS ENOLÓGICAS LÍCITAS.

Seção I

Das Disposições Gerais

Art. 2o Para os fins desta Instrução Normativa entende-se por:
I - prática enológica: processo tecnológico, físico, químico ou biológico, empregado em qualquer fase de elaboração do vinho ou do derivado da uva e do vinho;
II - vinho base: mosto ou vinho destinado à tomada de espuma, que pode ser constituído:
a) por vinho base;
b) por mosto; ou
c) pelo corte ou assemblage de mostos ou de vinhos base ou de ambos.
III - tomada de espuma: fermentação alcoólica em recipiente hermeticamente fechado com o objetivo de reter o dióxido de carbono gerado na fermentação.
IV - licor de tirage: preparado constituído de vinho e de açúcar, sendo que o açúcar poderá ser substituído total ou parcialmente por mosto ou mosto concentrado.
V - licor de expedição: preparado que se adiciona ao vinho espumante após a tomada de espuma, antes do fechamento definitivo da garrafa ou no tanque hermeticamente fechado, antes do engarrafamento.
a) o licor de expedição deve ser constituído de vinho e açúcar, sendo que o açúcar pode ser parcial ou totalmente substituído por mosto ou mosto concentrado de uva ou pela mistura de ambos e, eventualmente, ser adicionado de destilado de vinho.

Art. 3º Os produtos utilizados nas práticas enológicas deverão cumprir as condições de uso e as especificações analíticas do Codex Enológico Internacional e deverão ter sua fabricação autorizada pelo órgão competente.

Art. 4º Será requisito de caráter geral que o produto de uso enológico utilizado para as práticas enológicas admitidas não altere as características sensoriais naturais do produto final, excetuado os casos previstos nesta Instrução Normativa e em legislação específica.

Art. 5º É proibido qualquer manipulação ou tratamento que tenha por objetivo modificar as características originais do produto com a finalidade de esconder alterações ou defeitos.

Art. 6º Para a aplicação das práticas enológicas previstas nesta Instrução Normativa, as quais requerem a utilização de aditivos ou coadjuvantes de tecnologia ou outra substância de origem química ou biológica empregada na elaboração do produto, deverá ser observada a previsão de utilização para osvinhos e derivados da uva e do vinho, bem como os limites máximos permitidos, conforme legislação específica.

Art. 7º As práticas enológicas previstas nesta Instrução Normativa deverão ser realizadas com o acompanhamento do responsável técnico do estabelecimento.

Art. 8º Para a aplicação das práticas enológicas previstas nesta Instrução Normativa deverão ser observadas as prescrições estabelecidas no Código Internacional de Práticas Enológicas da Organização Internacional da Vinha e do Vinho, última edição, quando não tiverem sido estabelecidas nesta Instrução Normativa.

Art. 9º As práticas enológicas previstas para o vinho de mesa aplicam-se por analogia ao vinho base para espumante, devendo ser observadas as exceções previstas nesta Instrução Normativa e em legislação específica.

Seção II

Práticas Enológicas Admitidas para Uvas Destinadas à Industrialização

Art. 10. Triagem ou seleção de uvas consiste em:
I - separar as bagas impróprias para vinificação; ou
II - classificar as uvas de acordo com o grau de maturação.

Art. 11. Esmagamento consiste em romper a película das bagas e esmagá-las com o objetivo de liberar o mosto para:
I - assegurar a difusão dos elementos solúveis da casca no mosto; e
II - facilitar a multiplicação de leveduras.

Art. 12. Desengace consiste em separar as bagas do engaço com o objetivo de reduzir a perda de cor e de álcool do vinho tinto e torná-lo menos rico em tanino indesejável e menos adstringente.

Art. 13. Egouttage ou esgotamento consiste em deixar o suco da uva esmagada escorrer antes da prensagem, para obter um mosto com menos substâncias oriundas dos cachos, das peles e das sementes.

Art. 14. Prensagem consiste em prensar a uva ou a casca a fim de extrair a parte líquida. A prensagem pode ser realizada na uva inteira ou na uva previamente desengaçada e esmagada.

Art. 15. Maceração consiste em manter a parte sólida da uva em contato com o mosto, a fim de promover a dissolução de substâncias presentes na película da baga.
§ 1º A maceração tradicional consiste em manter por um período, a parte sólida em contato com a parte líquida, após o desengace e o esmagamento.
§ 2º A maceração carbônica consiste em manter a uva inteira em tanque fechado por alguns dias, contendo atmosfera rica em dióxido de carbono.
§ 3º A maceração a quente consiste em aquecer as uvas inteiras ou desengaçadas ou esmagadas,
por um período de tempo, antes da fermentação, a fim de extrair rapidamente e com mais eficiência matérias corantes e outras substâncias contidas na película, sendo proibido o aquecimento por injeção de vapor direto.
§ 4º A maceração à frio consiste em esfriar as uvas inteiras ou desengaçadas ou esmagadas antes da prensagem ou da fermentação conforme o tipo de vinho, com o objetivo de favorecer a extração de constituintes da película e de aumentar a complexidade aromática e gustativa do vinho.
§ 5º A maceração sulfurosa consiste em adicionar dióxido de enxofre ou seus sais ao mosto com o objetivo de produzir mosto sulfitado para a elaboração de derivados da uva.
§ 6º Durante a maceração a uva poderá ser adicionada de enzimas com o objetivo de facilitar a obtenção do mosto, as operações de débourbage, a extração de matéria corante e de polifenóis e a extração de aromas e de precursores aromáticos da película da baga.

Art. 16. Enriquecimento consiste em aumentar o teor de açúcar das uvas colhidas, até o nível desejado, por meio dos seguintes procedimentos:
§ 1º Passificação:
I - natural: exposição das uvas sobre uma superfície ou suspensão durante o tempo necessário, sob o sol ou em recinto sombreado ventilado naturalmente; e
II - forçada: manutenção das uvas em ambiente climatizado com circulação de ar seco ou desidratado e, eventualmente, aquecido.
§ 2º Triagem seletiva consiste em selecionar as uvas, as partes das uvas e as bagas das uvas mais maduras.
§ 3º Crio concentração consiste em congelar parcialmente as uvas inteiras seguido de uma prensagem à baixa temperatura,.

Art. 17. Tratamento com antioxidante consiste em adicionar antioxidante à uva, com objetivo de:
I - obter controle microbiológico limitando ou impedindo a multiplicação das leveduras e das bactérias tecnologicamente indesejáveis; e
II - proteger as matérias aromáticas da uva contra a influência do oxigênio do ar.

Seção III

Práticas Enológicas Admitidas para Mostos

Art. 18. Arejamento ou oxigenação consiste em adicionar ar ou gás ao mosto com o objetivo de reduzir o conteúdo de compostos fenólicos e aumentar a estabilidade da cor do vinho.
Art. 19. Tratamento com antioxidante consiste em adicionar antioxidantes ao mosto, com o objetivo de:
I - obter ação anti-séptica;
II - proteger o mosto da ação do oxigênio;
III - selecionar as leveduras;
IV - facilitar a débourbage;
V - favorecer a dissolução de antocianos;
VI - regular e controlar a fermentação;
VII - proteger as substâncias aromáticas da uva;
VIII - limitar a formação de etanal, durante a fermentação alcoólica; e
IX - limitar a formação de hidrogênio sulfuroso e de tióis voláteis de origem fermentativa.

Art. 20. Acidificação consiste em aumentar a acidez total titulável e reduzir o pH do mosto com a finalidade de:
I - elaborar vinhos equilibrados sob o ponto de vista gustativo;
II - favorecer a boa evolução biológica e a conservação do vinho;
III - favorecer o processo de amadurecimento do vinho;
IV - corrigir a insuficiência de acidez decorrente de causas naturais; e
V - obter a produção de ácidos durante a fermentação alcoólica.
§ 1º A acidificação do mosto poderá ser realizada da seguinte forma:
I - pelo corte com mostos de acidez mais elevada;
II - com a ajuda de resinas trocadoras de cátions fortes ou sob forma livre;
III - pelo emprego de substâncias químicas; ou
IV - por acidificação microbiológica.
§ 2º A adição de acidulante ao mosto também poderá ter como objetivo a redução do nível de cálcio.
§ 3º É proibida a utilização de ácidos inorgânicos para acidificação.
§ 4º A acidez inicial do mosto deve ser aumentada em no máximo um inteiro e cinco décimos de gramas por litro, expresso em ácido tartárico.

Art. 21. Desacidificação consiste em diminuir a acidez total titulável e aumentar o pH do mosto, com a finalidade de:
I - obter vinhos de composição equilibrada sob o ponto de vista gustativo;
II - obter estabilidade no que diz respeito à precipitação de tartarato de potássio e de tartarato
de cálcio;
III - favorecer a desacidificação biológica; e
IV - obter degradação parcial do ácido málico.
§ 1º A desacidificação poderá ser realizada da seguinte forma:
I - pela precipitação espontânea de ácido tartárico;
II - pelo corte com mostos de menor acidez;
III - pelo emprego de tratamento térmico (frio);
IV - pela degradação microbiológica de ácido málico;
V - pelo emprego de substâncias químicas; ou
VI - com a ajuda de resinas trocadoras de ânions.
§ 2º O vinho proveniente de mosto desacidificado deve conter no mínimo um grama por litro de ácido tartárico.

Art. 22. Débourbage ou desborre consiste na separação dos sólidos em suspensão com o objetivo de:
I - eliminar partículas terrosas e orgânicas;
II - reduzir a flora microbiana indígena; e
III - reduzir o teor de colóides e a turbidez.
Parágrafo único. A débourbage pode ser realizada de forma:
I - estática, pela sedimentação espontânea ou com auxílio de substâncias autorizadas; ou
II - dinâmica, por meio de filtração ou centrifugação.

Art. 23. Clarificação consiste no emprego de processos químicos e físicos visando à obtenção de mostos límpidos e estáveis.
§ 1º Colagem consiste na adição ao mosto de substânciasque, além de proporcionar limpidez e estabilidade, melhoram suas propriedades gustativas.
§ 2º Filtração consiste em passar o mosto através de filtros
apropriados para reter partículas em suspensão, com o auxílio ou não de substratos.
§ 3º Para a clarificação do mosto, poderão ainda ser utilizadas substâncias com vistas à:
I - diminuir ou eliminar a quantidade de compostos polifenólicos
oxidados ou passíveis de oxidação;
II - reduzir a adstringência do mosto antes da fermentação;
III - eliminar partículas insolúveis;
IV - facilitar a limpeza dos vinhos novos pela precipitação
parcial de matérias protéicas;
V - facilitar a colagem dos vinhos;
VI - prevenir as quebras protéicas e cuprosas;
VII - corrigir as características sensoriais dos vinhos provenientes
de mostos alterados por fungos indesejáveis;
VIII - eliminar contaminantes eventuais; e
IX - corrigir a cor dos mostos.
§ 4º Poderão ser utilizadas enzimas para auxiliar a clarificação.

Art. 24. Desidratação parcial ou concentração do mosto consiste em eliminar certa quantidade de água do mosto com o objetivo de:
I - aumentar a concentração de açúcar do mosto;
II - produzir mosto concentrado; ou
III - obter o enriquecimento do mosto.
§ 1º A desidratação parcial ou concentração do mosto poderá ser obtida por meio dos seguintes procedimentos:
I - osmose inversa ou reversa: passagem do mosto por membranas específicas sob a ação de uma pressão superior à pressão osmótica do mosto;
II - evaporação parcial a vácuo: aquecimento submetido à vácuo acentuado;
III - evaporação parcial sob pressão atmosférica: sistema de evaporação à pressão atmosférica; ou
IV - a crio concentração: congelamento parcial e eliminação
do gelo formado.
§ 2º A concentração não pode conduzir à redução de mais de vinte por cento do volume inicial nem aumentar em mais de dois por cento a graduação alcoólica potencial inicial do mosto.

Art. 25. Dessulfitação consiste em eliminar ou reduzir a quantidade de dióxido de enxofre inicialmente adicionado ao mosto, por meio de processo físico, a fim de torná-lo próprio à elaboração de diferentes produtos e possibilitar a fermentação de mostos.

Art. 26. Flotação consiste em injetar gás no mosto a fim de conduzir à superfície, partículas e microrganismos com a finalidade de:
I - clarificar rapidamente o mosto, com ou sem adição de clarificantes;
II - reduzir a população nativa ou indígena de microrganismos antes da fermentação alcoólica para o crescimento posterior de leveduras selecionadas;
III - realizar a clarificação contínua e regularizar a quantidade de material a ser eliminado; e
IV - realizar, eventualmente, a oxigenação durante a clarificação.

Art. 27. Tratamento enzimático consiste em adicionar enzimasao mosto, com o objetivo de auxiliar a filtração e contribuir para revelar o potencial aromático da uva.
Parágrafo único. O tratamento enzimático poderá ser utilizado como auxiliar de outras práticas enológicas quando previsto.

Art. 28. Desmetalização consiste em adicionar substância ao mosto com o objetivo de reduzir a concentração de metais presentes no mosto provenientes de contaminação e, por consequência, prevenir os defeitos causados pelo teor elevado de metais.
§ 1º A desmetilização poderá ser realizada pelo emprego, combinado ou não, da colagem e de substâncias químicas.
§ 2º O emprego de ácido clorídrico como auxiliar no processo de desmetalização está proibido.

Art. 29. Mutage alcoólica consiste em adicionar álcool vínico, aguardente de vinho ou destilado alcoólico simples de vinho ou de bagaço ou de borras ou álcool etílico potável de origem agrícola, em conjunto ou separadamente, ao mosto ou ao mosto em fermentação, visando interromper a fermentação alcoólica e, por consequência, elaborar produtos derivados da uva e do vinho de acordo com o respectivo padrão de identidade e qualidade.
Parágrafo único. O impedimento da fermentação alcoólica
também poderá ser obtido pela adição ao mosto de gás sob pressão.

Art. 30. Pasteurização consiste em aquecer o mosto a uma temperatura e por período determinado, a fim de interromper a atividade de microrganismos e tornar inativas enzimas presentes no mosto.

Art. 31. Tratamento com atmosfera inerte consiste em criar uma atmosfera inerte pela adição de gás ao mosto, para conservá-lo ao abrigo do ar e, por consequência, evitar a oxidação ou o desenvolvimento de microrganismos indesejáveis.
Parágrafo único. É vedado o uso de gases inertes para o tratamento de vinhos.

Art. 32. Controle da fermentação malolática consiste em adicionar substância ao mosto com o objetivo de controlar o crescimento
e a atividade de bactérias responsáveis pela fermentação malolática, bem como, de reduzir a taxa de dióxido de enxofre.

Art. 33. Correção ou enriquecimento de mostos consiste em corrigir a deficiência do teor de açúcar do mosto devido às condições desfavoráveis de maturação das uvas destinadas à vinificação, por meio dos seguintes procedimentos:
I - adição ao mosto de: sacarose (chaptalização), álcool vínico, mosto concentrado retificado ou mosto concentrado; e
II - desidratação parcial do mosto.
Parágrafo único. A correção prevista neste artigo deverá respeitar o limite máximo estabelecido pela legislação vigente.

Art. 34. Fermentação alcoólica consiste em transformar açúcar de uva em etanol, dióxido de carbono e em produtos secundários visando à elaboração de vinho ou derivado da uva ou do vinho.
§ 1º A fermentação alcoólica pode ocorrer de maneira espontânea por meio de leveduras naturalmente presentes na película das bagas ou no mosto ou por tratamento com leveduras selecionadas, antes ou durante a fermentação, com o objetivo de:
I - induzir, regularizar ou acelerar a fermentação no caso de vinificações muito lentas;
II - reanimar uma fermentação interrompida; ou
III - facilitar o esgotamento do açúcar.
§ 2º Ao mosto poderão ser adicionados, antes ou durante a fermentação, ativadores de fermentação, com o objetivo de:
I - favorecer o início ou a conclusão da fermentação alcoólica pelo enriquecimento com nutrientes e fatores de crescimento ou pela adsorção de inibidores de leveduras.
II - acelerar a fermentação alcoólica;
III - diminuir a formação de substâncias capazes de se combinar com o dióxido de enxofre durante a fermentação;
IV - prevenir ou tratar a interrupção da fermentação alcoólica; e
V - facilitar a conclusão de fermentações lentas.
§ 3º A introdução de ar ao mosto ou às uvas esmagadas no início da fermentação também pode ser uma prática adotada para favorecer o desenvolvimento de leveduras e ativar a fermentação e a transformação completa dos açúcares fermentáveis.
§ 4º A fermentação alcoólica poderá ser interrompida por processo físico com o objetivo de gerar um produto com açúcar remanescente da uva. Para tanto serão permitidos os seguintes procedimentos:
I - tratamento térmico (frio ou calor);
II - filtração; e
III – centrifugação.

Art. 35. Procedimento para limitar a formação de espuma consiste em dominar a formação de espuma durante a fermentação alcoólica do mosto, por meio de processo microbiológico, físico ou químico com o objetivo de:
I - evitar perdas pelo transbordamento; e
II - permitir uma melhor utilização da capacidade do tanque de fermentação.
Art. 36. Fermentação em barricas de madeira consiste em conduzir a fermentação alcoólica e, eventualmente, a fermentação malolática dos vinhos, em recipientes de madeira com capacidade igual ou inferior a seiscentos litros, com o objetivo de:
I - favorecer mecanismos físicos e químicos naturais que conduzem ao enriquecimento do vinho em substâncias cedidas pela madeira;
II - permitir que microrganismos façam a transformação de substâncias cedidas pela madeira; e
III - favorecer a migração de compostos das leveduras para o vinho, por autólise, pelo contato mais estreito entre a borra e o
vinho.
Art. 37. Maceração pós-fermentativa consiste em prolongar a maceração ao final da fermentação alcoólica dos mostos, podendo ser intensificada com o uso de calor, com o objetivo de:
I - completar a liberação de constituintes das cascas das uvas decorrente da maceração pré-fermentativa; e
II - melhorar a estrutura poli-fenólica e a cor dos vinhos.

Seção IV

Práticas Enológicas Admitidas para Vinhos

Art. 38. Acidificação consiste em aumentar a acidez total titulável e reduzir o pH do vinho com a finalidade de:
I - elaborar vinhos equilibrados sob o ponto de vista gustativo;
II - favorecer uma boa evolução biológica e a conservação do vinho;
III - favorecer o processo de amadurecimento do vinho;
IV - corrigir a insuficiência de acidez decorrente de causas
naturais; e
V - abaixar o pH do vinho.
§ 1º A acidificação do vinho poderá ser realizada da seguinte forma:
I - pelo corte com vinhos de acidez mais elevada;
II - com a ajuda de resinas trocadoras de cátions fortes ou sob forma livre; ou
III - pelo emprego de ácidos orgânicos.
§ 2º A adição de acidulante ao vinho também pode ter como objetivo a redução do nível de cálcio.
§ 3º É proibida a utilização de ácidos inorgânicos para acidificação.
§ 4º A acidez inicial do vinho pode ser aumentada em no máximo dois inteiros e cinco décimos de gramas por litro, expresso em ácido tartárico.
§ 5º Quando o mosto e o vinho forem acidificados o aumento da acidez deve ser de no máximo dois inteiros e cinco décimos de gramas por litro, expresso em ácido tartárico.

Art. 39. Desacidificação consiste em diminuir a acidez total titulável e aumentar o pH do vinho, com a finalidade de:
I - obter vinhos equilibrados sob o ponto de vista gustativo;
II - obter estabilidade no que diz respeito à precipitação de
tartarato de potássio e de tartarato de cálcio;
III - favorecer a desacidificação biológica; e
IV - obter vinhos biologicamente mais estáveis.
§ 1º A desacidificação poderá ser realizada da seguinte forma:
I - espontaneamente, pela precipitação de ácido tartárico ou pela degradação de ácido málico;
II - pelo corte com vinhos de menor acidez;
III - pelo emprego de refrigeração;
IV - com a ajuda de resinas trocadoras de íons;
V - pelo emprego de substâncias químicas; ou
VI - por processo microbiológico.
§ 2º O vinho desacidificado deve conter no mínimo um grama por litro de ácido tartárico.

Art. 40. Clarificação consiste no emprego de processos químicos e físicos visando à elaboração de vinhos límpidos e estáveis.
§ 1º Colagem consiste na adição ao vinho de substâncias químicas com o objetivo de:
I - completar a clarificação espontânea;
II - amaciar os vinhos tintos eliminando parte dos seus taninos e polifenóis; e
III - clarificar os vinhos turvos.
§ 2º Filtração consiste em passar o vinho através de filtros ou substratos apropriados, como terras, placas e membranas, para reter partículas em suspensão com o objetivo de proporcionar limpidez e estabilidade biológica ao vinho pela eliminação de microrganismos.
I - a placa deve ser à base de material apropriado; e
II - a membrana deve possuir uma porosidade igual ou superior a dois décimos de micrometro e igual ou inferior a sessenta e cinco centésimos.
§ 3º Trasfega consiste em transferir o vinho de um recipiente para outro a fim de permitir a separação de depósitos sólidos do líquido e, por consequência:
I - separar o vinho da borra e de depósitos provenientes da adição de clarificantes;
II - separar o vinho de microrganismos no fim da fermentação alcoólica ou malolática, ou de alterações provocadas por bactérias ou leveduras;
III - permitir a realização do conjunto de operações de vinificação, de tratamento e de transporte de vinhos; e
IV - permitir a estabilização tartárica e a separação de cristais de tartaratos.
§ 4º Para a clarificação do vinho, poderão ainda ser utilizadas substâncias visando à:
I - coagulação das colas adicionadas ao vinho;
II - facilitar a limpeza de vinhos novos pela precipitação parcial de matérias protéicas;
III - facilitar a colagem;
IV - corrigir as características sensoriais dos vinhos provenientes de mostos alterados por fungos indesejáveis;
V - eliminar contaminantes eventuais; e
VI - corrigir a cor dos vinhos.
§ 5º Poderão ser utilizadas enzimas para auxiliar a clarificação.
§ 6º Está proibida a clarificação para correção da cor do vinho quando o mosto que o deu origem tiver sido submetido à mesma prática.

Art. 41. Tratamento enzimático consiste em adicionar enzimas ao produto, com o objetivo de:
I - contribuir para revelar o potencial aromático do vinho à partir de precursores provenientes da uva;
II - facilitar a liberação de constituintes solúveis das leveduras;
III - melhorar a estabilidade coloidal do vinho; e
IV - diminuir a taxa de uréia, para evitar a formação de carbamato de etila durante o envelhecimento.
Parágrafo único. O tratamento enzimático poderá ser utilizado como auxiliar de outras práticas enológicas quando previsto.

Art. 42. Desmetalização consiste em adicionar substância ao vinho com o objetivo de reduzir o teor de metais presentes no vinho provenientes de contaminação e, por consequência, prevenir os defeitos causados pelo teor elevado de metais.
§ 1º A desmetilização poderá ser realizada pelo emprego, combinado ou não, da colagem e de substâncias químicas.
§ 2º O emprego de ácido clorídrico ou de outro ácido inorgânico como auxiliar no processo de desmetalização está proibido.
Art. 43. Estabilização tartárica consiste na adoção de procedimentos visando à obtenção da estabilidade tartárica dos vinhos. A estabilização tartárica pode ser obtida:
I - por eletrodiálise;
II - com a ajuda de resinas trocadoras de cátions;
III - por meio de refrigeração;
IV - pelo emprego de substâncias químicas; ou
V - pelo emprego de substâncias de origem biológica.

Art. 44. Atesto consiste em completar com vinho o recipiente de armazenamento a fim de compensar as perdas naturais, com o objetivo de evitar o contato do vinho com o ar e, consequentemente, a oxidação ou o desenvolvimento de microrganismos aeróbicos.

Art. 45. Estabilização biológica consiste em empregar processos físicos ou químicos, em conjunto ou separadamente, para eliminar ou inibir o crescimento de microrganismos indesejáveis e obter a estabilidade biológica do vinho contendo açúcares fermentáveis, na garrafa.
Parágrafo único. Poderão ser adotados os seguintes procedimentos:
I - pasteurização;
II - filtração; e
III - tratamento com inibidores de microrganismos indesejáveis.

Art. 46. Tratamento com antioxidante consiste em adicionar antioxidantes ao vinho com o objetivo de protegê-lo da ação do oxigênio.

Art. 47. Fermentação malolática corresponde à degradação do ácido málico presente no vinho em elaboração, pela ação de bactérias produtoras de ácido lático.
Parágrafo único. A fermentação malolática poderá ser induzida, auxiliada ou inibida pela adição ao vinho de substâncias autorizadas em legislação específica.

Art. 48. Alcoolização de vinhos consiste em adicionar ao vinho aguardente de vinho, álcool vínico, álcool etílico potável de origem agrícola ou destilado alcoólico simples de vinho ou de bagaço ou de borras, em conjunto ou separadamente, visando à elaboração de vinho licoroso, vinho composto e outras bebidas alcoólicas derivadas da uva e do vinho, de acordo com seus respectivos padrões de identidade e qualidade.

Art. 49. Aromatização consiste em adicionar substâncias aromáticas ao vinho e aos derivados da uva e do vinho, quando previsto no padrão de identidade e qualidade, com o objetivo de melhorar suas características sensoriais ou conferir novas características.

Art. 50. Corte ou assemblage consiste em misturar diferentes vinhos com o objetivo de produzir vinhos com características físicoquímicas e sensoriais desejadas.

Art. 51. Engarrafamento térmico consiste em engarrafar o vinho previamente aquecido e fechar imediatamente a garrafa, a fim de promover a estabilidade biológica e físico-química do vinho e a eliminação de oxigênio.
Parágrafo único. A temperatura de aquecimento não pode superar os quarenta e cinco graus Celsius.

Art. 52. Aeração consiste em introduzir ar ou gás específico ao vinho com o objetivo de reduzir o teor de ferro e eliminar eventuais traços de hidrogênio sulfuroso do vinho.
Parágrafo único. A remoção do mau cheiro ou gosto devido ao hidrogênio sulfuroso ou seus derivados poderá ser feita com o auxílio de substância autorizada em legislação específica.

Art. 53. Desidratação parcial ou concentração do vinho consiste em concentrar o vinho por eliminação de água endógena, com o objetivo de aumentar a graduação alcoólica do vinho.
§ 1º A desidratação parcial ou concentração do vinho poderá ser obtida por meio dos seguintes procedimentos:
I - osmose inversa ou reversa: passagem do mosto por membranas específicas sob a ação de uma pressão superior à pressão osmótica do mosto;
II - evaporação parcial a vácuo: aquecimento submetido à vácuo acentuado;
III - evaporação parcial sob pressão atmosférica: sistema de evaporação à pressão atmosférica; ou
IV - crio concentração: congelamento parcial e eliminação do gelo formado.
§ 2º Está proibida a desidratação parcial do vinho quando o mosto que o deu origem tiver sido submetido à mesma prática.
§ 3º A concentração não pode conduzir à redução de mais de vinte por cento do volume inicial, nem aumentar mais de dois por
cento da graduação alcoólica inicial do vinho.

Art. 54. Maturação em recipiente de madeira consiste em acondicionar o vinho em barricas de madeira apropriada, com capacidade máxima de seiscentos litros (maturação), com o objetivo de:
I - obter um processo evolutivo natural do vinho, com o desenvolvimento de suas características sensoriais;
II - favorecer os mecanismos físicos e químicos naturais devido à oxigenação e ao aporte progressivo de substâncias cedidas pela madeira; e
III - obter estabilização físico-química total ou parcial do vinho.

Art. 55. Afinamento consiste em colocar o vinho em contato com a madeira, durante um período determinado, por meio da adição de lascas de madeira da espécie Quercus sp. , com o objetivo de transmitir ao vinho, constituintes provenientes do carvalho.
§ 1º As lascas de carvalho deverão atender aos seguintes requisitos:
a) ser utilizados ao natural ou torrados, sem que tenham sofrido combustão;
b) não ser adicionados de produtos destinados a aumentar seu poder aromatizante natural ou seus compostos fenólicos extraíveis;
c) não ter sofrido tratamento químico, enzimático ou físico, exceto a torra; e
d) apresentar partículas com dimensão tal que, ao menos noventa e cinco por cento em peso seja retido em peneira com malha de dois milímetros.
§ 2º É proibida a utilização de pó de carvalho.
§ 3º Os vinhos elaborados com adição de pedaços de madeira de carvalho não poderão apresentar na rotulagem designações relativas a período de maturação ou envelhecimento.

Art. 56. Desalcoolização parcial consiste em eliminar uma parte do etanol do vinho.
§ 1º A desalcoolização está proibida para vinhos provenientes de mostos que tenham sido submetidos à prática de enriquecimento ou correção do mosto e de desidratação parcial do vinho previstas, respectivamente, nos arts. 33 e 53 desta Instrução Normativa.
§ 2º A graduação alcoólica do vinho poderá ser diminuída em no máximo dois por cento em volume.

Art. 57. Desalcoolização total de vinhos consiste em eliminar o etanol do vinho com o objetivo de produzir fermentado de uva desalcoolizado.

Art. 58. Adoçamento ou edulcoração de vinhos consiste em adicionar edulcorante ao vinho com o objetivo de obter vinhos de diferentes graus de doçura a partir de um vinho base seco.
Parágrafo único. Para o adoçamento poderão ser adicionados ao vinho:
I - sacarose na forma sólida;
II - mosto concentrado;
III - mosto concentrado retificado; ou
IV - a mistura de um ou mais produtos definidos nos incisos I, II e, III.

Art. 59 Maturação ou envelhecimento em garrafa consiste em manter o vinho em garrafas estocadas em local apropriado, com o objetivo de manter o vinho em contato com o depósito para melhorar suas características sensoriais.

Art. 60. Carbonatação consiste em adicionar dióxido de carbono ao vinho ou derivado da uva e do vinho, visando à elaboração de vinho frisante, vinho gaseificado ou outro derivado da uva e do vinho em que esteja prevista a gaseificação no respectivo padrão de identidade e qualidade.

Art. 61. Correção da cor consiste em adicionar corante ao derivado da uva e do vinho, quando previsto no respectivo padrão de identidade e qualidade, com vistas à reforçar a sua coloração natural.

Seção V

Práticas Enológica Admitidas para Vinhos Espumantes e Frisantes Gaseificados Naturalmente

Art. 62. Tirage consiste em introduzir na garrafa ou no tanque de fermentação hermeticamente fechado (autoclave) o vinho base bem misturado com o licor de tirage, com o objetivo de desencadear a segunda fermentação alcoólica tendo em vista a tomada de espuma.
Parágrafo único. À mistura do vinho base e do licor de tirage poderá ser adicionado levedura, clarificante e ativador de fermentação, em conjunto ou separadamente, com o objetivo de facilitar a multiplicação de leveduras e desencadear a segunda fermentação alcoólica.

Art. 63. Tomada de espuma consiste em realizar a fermentação alcoólica do vinho base em recipiente hermeticamente fechado, garrafa ou tanque de fermentação, com o objetivo de elaborar vinho espumante ou frisante por saturação sob pressão de dióxido de carbono endógeno.

Art. 64. Maturação em garrafa consiste em manter as garrafas estocadas com o objetivo de favorecer a fermentação e manter o vinho em contato com o depósito favorecer a fermentação no caso dos vinhos espumantes e frisantes.

Art. 65. Remuage consiste em provocar a precipitação e reunir no gargalo da garrafa, o depósito formado durante a tomada de espuma, por meio da disposição e movimentação da garrafa em suporte apropriado.

Art. 66. Dégorgement consiste em eliminar o depósito reunido sobre o vedante da garrafa durante a remuage, com o objetivo de assegurar a limpidez do vinho espumante ou frisante.

Art. 67. Clarificação tem por objetivo assegurar a limpidez do vinho espumante e do vinho frisante. Para a clarificação de vinhos espumantes e frisantes somente poderão ser utilizados os seguintes procedimentos, sob condições isobarométricas:
I - trasfega;
II - centrifugação; ou
III – filtração.

Art. 68. Engarrafamento isobarométrico consiste em engarrafar o vinho espumante ou frisante elaborado em tanque hermeticamente fechado ou autoclave, sendo eventualmente adicionado de licor de expedição.
§ 1º No engarrafamento isobarométrico é proibido o uso de dióxido de carbono para fazer contrapressão.
§ 2º A adição do licor de expedição poderá aumentar a graduação alcoólica do vinho espumante em no máximo meio por cento em volume.

Seção VI

Das Disposições Finais

Art. 69. Fica estabelecido o prazo de 90 (noventa) dias para as adequações às alterações necessárias ao cumprimento da presente Instrução Normativa.
Art. 70. Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.

WAGNER ROSSI


Foto: Anders Ljungberg

Solar dos Presuntos, em Lisboa

Regularmente, trago aqui o programa A Hora de Baco, da TV portuguesa RTP. Agora, eles estão disponibilizando o programa segmentado, ou seja, são vários vídeos para completar uma edição. Assim, resolvi selecionar a parte que achei mais interessante de um episódio. No caso, é sobre o Solar dos Presuntos, um restaurante que tive oportunidade de conhecer, em 2008. Ótima comida e excelentes vinhos. E, agora, além da carta de vinhos convencional, eles tem a carta no iPAD. É o sistema chamado "Wine is", que eu já havia visto no blog do Deco.

Indo à capital portuguesa, vale a pena conhecer o Solar dos Presuntos.