quarta-feira, 15 de abril de 2009

Maior garrafa de champagne em exposição

A garrafa da foto acima tem nada menos que 1,21 metro de altura e capacidade para 30 litros, o equivalente a 40 garrafas de tamanho padrão de Champagne. O preço? "Apenas" 4.000 libras esterlinas. Pelo menos foi isso o que pagou um colecionador inglês que, num ato de "benevolência", permitiu que a garrafa ficasse exposta por uma semana, na loja, antes de compor sua adega.

A marca? Drappier. Se você se interessou, saiba que são produzidas apenas 20 por ano e, uma vez encomendadas, levam 12 semanas para chegar (na loja inglesa).

Fonte/Foto: Champion

terça-feira, 14 de abril de 2009

Rótulo animado da Viña Morandé!!!

Provavelmente, você já deve ter visto este vinho, o Morandé Pionero, o mais simples da chilena Viña Morandé. O que você talvez ainda não tenha visto (eu, pelo menos, não tinha) é a "animação" do rótulo. Veja:

Jornalista que ridicularizou Wine Spectator questiona imparcialidade de críticos e concursos

Você se lembra do triste episódio em que a revista Wine Spectator incluiu, em sua lista de melhores restaurantes, um estabelecimento que sequer existe?

Quem inscreveu o restaurante fictício no "concurso" da WS foi o jornalista Robin Goldstein (foto), que acabou ganhando notoriedade mundo afora, tamanha a repercussão do caso. Goldstein estará na quinta edição da Feria Nacional del Vino, Fenavin-2009, na Espanha, onde deve expor sua opinião.

Ele sustenta que os críticos e os concursos funcionam, na realidade, como ferramentas publicitárias que pouco ou nada tem a ver com a qualidade dos vinhos. “A maioria das revistas especializadas publicam anúncios de página inteira dos mesmos vinhos que avaliam e pontuam páginas adiante e aceitam publicidade de restaurantes que estão competindo em concursos promovidos pela própria revista", alfineta.

Fonte/foto: El Dia

Chateau Latour praticamente pela metade do preço!!!

Pois é!!! Até mesmo o lendário Chateau Latour teve de se curvar às intempéries da crise. A afamada vinícola bordalesa anunciou o preço de 110 euros para seu principal vinho, da safra 2008, o que significa praticamente a metade do preço cobrado no ano passado. Esse é o preço para os negociants, os tradicionais intermediários do mercado vinícola de Bordeaux, que devem vender cada garrafa por 130 euros.

Fonte: Decanter - Foto: BillBl

domingo, 12 de abril de 2009

Nem Paris Hilton nua e dourada salva vendas do "Rich Prosecco"

A vinícola alemã Rich tentou uma ousada campanha publicitária para vender seu frizzante chamado "Rich Prosecco" (em lata). Paris Hilton, nua e dourada. Mas, mesmo assim, não conseguiu fazer as vendas decolarem.
Como se não bastasse isso, a Rich ainda está enfrentando problemas judiciais com produtores italianos, em virtude do uso do nome "Prosecco".
Fonte: The Sun - Fotos: Rich

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Crise faz cair venda de vinhos da região espanhola de Rioja

Segundo o "Consejo Regulador de la Denominación de Origen Calificada (DOC) Rioja" houve queda de 17,31% na venda de vinhos da região no primeiro trimestre de 2009, comparado ao mesmo período de 2008, caindo 44,4 para 36,7 milhões de litros.

Os vinhos jovens (mais baratos) foram os menos atingidos, com um decréscimo de 2,33%, seguidos pelos crianza (de preço intermediário), com queda de 21,84%. Os mais afetados foram os reserva (mais caros), que sofreram impressionante queda de 39,70%.

Fonte: El Correo Digital - Foto: Colin Houston

TchillBag

A TchillBag, segundo seus produtores, é um modo prático e "estiloso" de transportar seu vinho espumante (ou qualquer outra bebida que você queria gelar). Você tem que enchê-la com água e gelo.

Só vejo um inconveniente: não há qualquer tipo de vedação. Então, qualquer descuido pode ser "fatal".


Comercial de vinho da década de 1930

De fato, a publicidade evoluiu muito... veja só o comercial do Riple Wine:

1º Congresso Internacional dos Vinhos do Dão - Inovação e Desenvolvimento

De 3 a 6 de junho de 2009 será realizado, em Viseu, Portugal, o 1º Congresso Internacional dos Vinhos do Dão - Inovação e Desenvolvimento. Veja os painéis científicos:
Viticultura;
Enologia;
Economia e Marketing Vitícola;
Enoturismo;
Vinho, saúde e bem estar;
Vinho, território e patrimônio.

Para mais informações, clique aqui.

Fonte: Comissão Vitivinícola da Região do Dão

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Queda no preço dos vinhos leva produtores espanhóis a protestar

Segundo fontes do setor, a queda de preço dos vinhos chegou, na origem, a 50%. E foi isso que levou cerca de 600 produtores às ruas para pleitear ajuda do governo, em Requena, na Espanha. A ajuda seria em forma de seguros, empréstimos sem juros e redução de imposto de renda, o que evitaria uma situação ainda mais grave.

Essa queda de preço tem feito com que muitos produtores deixem seus vinhos em estoque, para evitar que o mercado caia ainda mais.

Fonte/Foto: El País

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Enfeites metálicos para garrafas de vinho

A empresa Metal Imagination possui uma interessante linha de produtos metálicos em que garrafas de vinho são acopladas. Além do "mergulhador", há diversos outros modelos. Para vê-los, clique aqui ou assista o vídeo abaixo:

terça-feira, 7 de abril de 2009

Descobertos os "antepassados" da Merlot!!!

Numa pesquisa feita em conjunto pelo INRA - Montpellier SupAgro, pelo Institut Français de la Vigne et du Vin e pelo Conservatoire du Vignoble Charentais IREO, identificou-se a "mãe" da uva Merlot. Trata-se da casta "Magdeleine Noire des Charentes". O "pai" já se sabia: Cabernet Franc.

Com essa descoberta, os pesquisadores ainda puderam identificar a ascendência genética de outras castas. Veja:
Carmenère (Gros Cabernet x Cabernet Franc)
Merlot Blanc (Merlot x Folle Blanche)
Cot (Magdeleine Noire des Charentes x Prunelard)
Mourtès (Magdeleine Noire des Charentes x Penouille)

Fonte: InfoWine - Foto: Ynse

"Vinhos de Lisboa": eis a nova denominação para os vinhos regionais de Estremadura

Há poucos dias, houve a mudança de denominação dos vinhos do "Ribatejo" para simplesmente "Tejo". Isso causou muita polêmica em Portugal. E tudo indica que a mudança da denominação de Estremadura para "Lisboa" também será muito discutida em terras lusas. A mudança, motivada por questões de marketing, foi decidida em 2007, mas a implementação depende da edição de uma portaira pelo governo português. E o programa "Portugal em Directo", da rádio Antena1 debateu o tema. Vale a pena conferir! Ouça grande parte do programa:

Fonte: RTP - Foto: FR Antunes

Já viu um ovo de chocolate abrir uma garrafa de champagne???

Eu nunca tinha visto... veja só este comercial do Creme Egg, da Cadbury:

Garrafa de 6 litros do Château Latour 1961 vendida por 46.000 euros

Um leilão realizado recentemente em Hong Kong, pela tradicional casa de leilões Sotheby´s, superou as expectativas. Além do valor global do evento, que arrecadou nada menos que 4,7 milhões de euros, uma "impériale" (garrafa de 6 litros) do afamado Château Latour 1961 pela bagatela de 46.000 euros, pouco mais de 137 mil reais.

Fonte/Foto: ElMundoVino

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Um papo com Marco Danielle

Publiquei, no dia 27 de março, no jornal Comércio do Jahu, um bate-papo que tive com o polêmico produtor Marco Danielle (foto), poucos dias antes. Ali, por restrições de espaço, não pude publicar a íntegra da entrevista que fiz com Marco. No jornal CirculandoAqui, de Cambará (PR), foi possível colocar a íntegra. Mas, como ainda não está disponível o site do Circulando, publico aqui o texto integral:

Como você vê a produção de vinhos finos no Brasil nos últimos 15 anos?

Marco Daniele - Elaborar vinhos hedonistas é um fenômeno relativamente recente no mundo, e denota um aumento generalizado da qualidade de vida global. Nos últimos tempos, as camadas mais privilegiadas da população passaram a beber menos e melhor. O período citado remete a 1994, quando nossos vinhos ditos finos ainda eram rústicos e restritos a poucas opções. Um divisor de águas, na época, foi a importação dos Liebfraumilch industriais, que apontaram à classe média um novo horizonte rumo aos "vinhos de prazer". O segundo momento foi o boom de produção nacional norteada para grandes volumes de vinhos tecnológicos agradáveis e "sem defeitos", na onda da demanda interna desencadeada pelos primeiros importados voltados ao grande público, cuja opção mais freqüente até então era pelo vinho de garrafão. Nesta transição do garrafão à garrafa, madeira de origem obscura, chips e outros compostos comerciais simulando o carvalho passaram a ser usados sistematicamente no afã de imitar o Chile e seu sucesso comercial junto ao público iniciado - para o qual o gosto de madeira, a concentração e o álcool elevado eram sinônimos de qualidade e requinte. O abuso destas práticas causou anos de atraso na formação de um conceito e de uma identidade própria para o novo vinho brasileiro. O século chega ao fim vendo a vinicultura nacional orientada para grandes volumes. A moda dos vinhos de garagem ou "bodegas boutique" não aflora no Brasil como em outras partes do mundo, onde pequenos produtores artesanais despontam representando a expressão maior de seus terroirs, são altamente valorizados, e seus vinhos viram febre. Desta forma, o público brasileiro segue desconhecendo o potencial de seu próprio terroir. O movimento em prol dos vinhos naturais, em franca expansão pela Europa, também parece não encontrar adeptos entre os produtores do Brasil. Neste ínterim, o segmento mais refinado da nova geração de enófilos evolui, e migra para os vinhos clássicos europeus - entre eles muitos orgânicos e biodinâmicos. Os chilenos amadeirados e suas cópias locais perdem interesse.

Finalmente, o próprio Chile reduz consideravelmente a madeira caricatural em seus vinhos superiores, em resposta ao refinamento deste novo segmento de consumidores pelo mundo afora. Limitar o uso indiscriminado de madeira passa a ser uma tendência global em enologia de qualidade. Surge então, na primeira metade da presente década, uma nova geração vinicultores que irá revolucionar o conceito de vinho brasileiro partindo em busca de melhores terras, como por exemplo os Carraro. Cientes de que bons vinhos só podem partir de bons vinhedos, colhem uvas excepcionais em Encruzilhada do Sul, produzem volumes mais moderados e apostam em vinhos "premium" sem madeira - algo inovador. Só assim, finalmente, surgem vinhos mais francos, que apontam traços mais puros e menos deturpados do terroir, sinalizando para o grande potencial vitivinícola do Brasil. Vinhos que expressam terra e fruta com mais transparência, livres dos efeitos nefastos da madeira má empregada ou de má qualidade, e de suas variantes sintéticas. 2004 marca as primeiras safras em Encruzilhada do Sul, e um salto qualitativo imenso na história do vinho brasileiro. Ali, maturação plena passa a ser algo sistemático, e não um fenômeno raro. Bem conduzidas, em ponto de maturação não excessivo, estas uvas podem gerar vinhos que, às cegas, confundem-se com grandes clássicos europeus. Mas não basta uvas perfeitas: para obter o máximo de uma boa matéria-prima é preciso empenho de artesão. Os primeiros Tormentas refletem este novo caminho, além de uma vinicultura orientada para os vinhos naturais.

Qual o objetivo de seus projetos vinícolas? Em que aspectos eles são diferentes do que se faz habitualmente no país?

MD - Defendo a tese de que temos mais familiaridade com o terroir europeu do que a maior parte do Novo Mundo vinícola. Steven Spurrier, um dos mais célebres críticos de vinhos vivo, atribuiu 18/20 pontos para o Tormentas Premium 2004, que considerou "totalmente Médoc em estilo" e comparou a um Pauillac/St-Estèphe. Os Tormentas Premium 2007 e 2008 chegaram ainda mais perto deste ideal clássico, restando a acidez moderada e a omissão da madeira os principais pontos a aprimorar. Quanto à maior acidez dos grandes clássicos europeus, precisamos reduzir a absorção de potássio, que induz a uma maior precipitação tartárica e conseqüente perda de acidez em nossos vinhos. A supressão dos fertilizantes à base de potássio - e o caminho na direção dos vinhos mais naturais - podem ser a resposta. Quanto às barricas, trata-se de uma guerra aparentemente perdida pelo Novo Mundo. Um carvalho leva de 150 a 230 anos para fornecer madeira. É tolice acreditar que os franceses devastarão suas florestas (e ainda que o fizessem seria impossível abastecer o mundo ad infinitum) ou que barricas que nos vendem por francesas tenham qualquer relação com as usadas pelos grandes ícones da França. Basta comparar os vinhos saídos das duas fontes para chegar à conclusão. Enquanto continuarmos insistindo em barricas de origem duvidosa, nossos melhores vinhos seguirão prejudicados. O segredo da barrica ideal parece seguir guardado a sete chave pelos franceses, e representa o Santo Graal dos que tentam elaborar grandes vinhos clássicos ao redor do mundo. Os poucos bem sucedidos neste desafio parecem participar, de alguma forma, deste secreto club des cinq. Sou refratário ao uso de barricas, mas se preciso for o farei, em resposta a quem ainda duvida que é possível fazer, no Brasil, vinhos à altura dos melhores e mais respeitados do mundo.

Quanto à diferença entre os meus projetos e o que se faz habitualmente no país, confesso que minha atenção está tão focada na Escola Clássica Européia, que não tenho elementos para julgar o que se faz no Brasil. Haja vista a preferência declarada da crítica e o alto valor atribuído aos grandes vinhos clássicos europeus, me parece bem mais edificante conhecer estes vinhos e entender como são feitos, antes de tomar por referência os vinhos nacionais. Esta tem sido minha postura, e talvez a primeira maior diferença entre meus objetivos e os dos demais produtores locais. O que posso dizer com certeza é que não conheço nenhum outro produtor nacional que tenha suprimido o conservante INS 220 de algum de seus vinhos. Outro exemplo é a minha paixão pelos grandes Pinots da Bourgogne. Tenho provado grandes clássicos, e ano após ano acompanhado de perto as safras de Pinot Noir em Encruzilhada, tentando chegar à maturação ideal. A produção nacional de Pinot Noir de qualidade é quase nula, e ano após ano não alcancei uma matéria-prima razoável. Finalmente em 2009 cheguei mais perto deste objetivo, e arrisquei um primeiro vinho. Até agora a expectativa é boa, e se o resultado se aproximar da minha experiência pessoal em Bourgogne, o vinho será lançado. Senão, o projeto será protelado. Saber se um vinho merece ou não ser apresentado é fundamental. É esta minha obstinação, e meu objetivo. Ainda não sei de nenhum Pinot Noir bem sucedido em todo o Cone Sul, no que concerne a delicadeza e a sutileza de um Bourgogne. A segunda maior diferença é que meus projetos não estão focados em volume de produção, nem em resultados comerciais imediatos, mas sim em conceito. Mesmo contando com 20 hectares de vinhedos exclusivos no novo projeto em Campos de Cima da Serra, e um considerável aporte de capital, a atividade segue sem rendimentos, exigindo uma enorme paciência, motivação, e um investimento sem fim. O preconceito contra o vinho nacional (herdado por erros de terceiros no passado) impera e emperra nos segmentos mais conservadores e prepotentes da formação de opinião, sendo outro entrave a exigir um estoicismo sem fim de quem tenta elaborar grandes vinhos em solo nacional. Trata-se de uma luta solitária.


O que o levou a eleger Encruzilhada do Sul e Campos de Cima da Serra como a origem das uvas utilizadas na produção de seus vinhos?

MD - Em função da pluviometria menor, da boa drenagem do solo, da altura privilegiada em relação à fronteira, e do clima mais árido, Encruzilhada do Sul é meu terroir preferido no Brasil. Encruzilhada oferece uma grande versatilidade vitivinícola, dos espumantes aos tintos de longa guarda, de vinhos de estilo Europeu a vinhos de estilo Novo Mundo. Em Campos de Cima da Serra ainda é muito cedo para conclusões definitivas, mas o sucesso do Prelúdio 2007 é um bom indicativo da qualidade do terroir - de perfil fortemente europeu. Ao provar este vinho no restaurante de Alex Atala recentemente, Ed Motta me telefonou entusiasmado. De todos os meus vinhos, é o segundo que ele elogia efusivamente após o Minimus Anima 2005.


Qual é sua avaliação sobre a participação na série Mondovino (que foi ao ar no Brasil pela TV Bandeirantes)?

MD - Foi uma honra ser convidado a participar de Mondovino Parte II, não apenas pelo reduzido número de personagens convidados a representar o vinho brasileiro face às centenas de produtores do país, mas principalmente pelas legendas internacionais que figuraram no primeiro episódio da série, do qual sou fã.


Alguns de seus críticos alegam que seus vinhos são excessivamente caros. O que você tem a dizer sobre isso?

MD - Em sua primeira viagem aos EUA, em 1973, Angelo Gaja contatou mais de trinta distribuidores. Nenhum demonstrou interesse. Vinte anos depois, Gaja exportava três quartos de sua produção para a Europa e a América, e colecionadores de Nova Iorque e Washington se digladiavam para comprar seus vinhos a preço de ouro. Constantemente convidado a justificar seus preços, respondia que era aos clientes que deveriam perguntar porque aceitavam pagar tanto. Acho que eu não saberia responder a esta pergunta melhor que Gaja.


Na sua avaliação, até que ponto a valorização do dólar cria uma oportunidade para os produtores brasileiros?

MD - Meu prazer está no objetivo de elaborar excelentes vinhos naturais em solo nacional, e incluir o Brasil no hall dos países produtores de vinhos emblemáticos, não importando a paciência e o estoicismo necessários para tanto. Recentemente fui entrevistado pela imprensa uruguaia, e procurado por importadores de vinhos naturais da Inglaterra e Argentina. Acho que estou fazendo a minha parte enquanto brasileiro. Se a imprensa e os enófilos fizerem a sua, o país certamente sairá ganhando, pois um projeto não se sustenta sem demanda, e para que haja demanda é preciso divulgação. Já a questão comercial, em si, não me fascina realmente. Como não produzo em escala, e meus vinhos são caros em termos mundiais, as oscilações cambiais não importam tanto quanto para quem produz grandes volumes e precisa escoar a produção frente a uma enorme competição mundial. A partir de determinados preços, trabalha-se para nichos exclusivos e específicos de mercado, para os quais a oscilação cambial talvez tenha menor impacto. Para vencer junto a este segmento de clientes só existe um caminho, que não implica necessariamente o preço: qualidade máxima e reconhecimento internacional. Enquanto a situação cambial oscila ao sabor dos ventos, estes parâmetros mantêm-se sólidos ao longo do tempo.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Degustação gratuita nas lojas Vino! de Curitiba

Infelizmente, não moro em Curitiba e, portanto, não poderei aproveitar a degustação gratuita que será realizada amanhã (4 de abril) nas lojas Vino! de Curitiba. Mas, apesar de toda a minha "inveja", sinto-me na obrigação de compartilhar com aqueles felizardos que moram (ou estarão) em Curitiba a informação que obtive no site da Vino!: Degustação gratuita do vinho chileno Leyda Pinot Noir Cahuil 2006.

A degustação ocorrerá entre 10 da manhã e 5 da tarde. Onde? Veja os endereços/telefones das lojas:

Vino! Batel - R. Comendador Araújo, 970 - Batel - Curitiba - PR - Tel/Fax.:(41)3029-9988
Vino! Champagnat - R. Des. Otávio do Amaral, 515 - Champagnat - Curitiba - PR - Tel/Fax.:(41)3335-6060
Vino! Mercado Municipal - Av. Sete de Setembro 1865 Box 356/361 - Centro - Curitiba - PR - Tel/Fax.:(41)3362-2010
Fonte: Vino!

Mais um aplicativo para o seu IPhone

O Vino For Dinner é um aplicativo que traz harmonização de vinhos até 30 dólares (nos EUA). Para utilizá-lo, você precisará de uma conexão à internet (WiFi ou 3G, preferencialmente). Ele é compatível com o IPhone e também com o IPod Touch.

Assista a um vídeo que mostra o aplicativo em funcionamento:

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Produtores espanhóis de cortiça clamam por apoio governamental

Os produtores espanhóis de cortiça (matéria prima das rolhas naturais) pedem ajuda ao governo da Espanha. O principal motivo para o pedido é o argumento de que eles estão em condições desiguais de competição com os produtores portugueses, especialmente neste momento de crise mundial, que tem afetado o setor.

O governo luso anunciou, no último dia 27, um plano de ajuda aos produtores de cortiça. Entre outras medidas, serão 180 milhões de euros, que serão utilizados em linhas de crédito, seguros para exportação, além de campanhas para promover as rolhas portuguesas em diversos mercados.

Fonte: ElMundoVino - Foto: Alex Lomas

Se você é um aficionado do vinho, então este é o lustre ideal para sua sala!!!


Esta "maravilha" de lustre custa a bagatela de 120 dólares nos EUA. Veja só "que beleza" ficará a sua sala:
Eu prefiro comprar belos vinhos com esse dinheiro!!! E você???
Fonte/Fotos: Gizmodo - Charles & Marie

Vinho branco pode propiciar mancha nos dentes

O vinho tinto sempre teve a fama de manchar os dentes, o que não ocorria com o branco. Mas cientistas descobriram que o vinho branco possui ácidos cuja ação propicia que outras bebidas, como chá e café, manchem os dentes.

O estudo foi feito com dentes bovinos, que foram mergulhados em água e em vinho branco e, em seguida, em chá e em café. Os resultados mostraram que aqueles imersos no vinho branco ficaram significativamente mais manchados. O estudo também foi feito usando vinho tinto, mostrando manchas ainda mais intensas, devido ao cromogênio, substância rica em pigmentos, presente no tinto.

Fonte: Telegraph / Foto: Jenny Downing

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Comercial de vinho em desenho animado!!!

Hoje em dia, dificilmente um comercial desses iria ao ar! Alguma ONG acharia que isso estimularia o consumo de bebidas alcoólicas entre crianças e adolescentes...

"Neuras" à parte, trata-se de uma pequena aula de harmonização!

Veja:


Quanto custa a produção de um vinho?

Robert Parker já se manifestou no sentido de que nenhum vinho teria custo de produção superior a 30 dólares. E para Simon Staples, da Berry Bros & Rudd (aquela mesma empresa que está há 300 anos no ramo do vinho e reponsável pelo jogo do vinho, que está na parte direita do blog), o custo de uma garrafa do Château-Lafite Rothschild não passaria de 13 dólares. No entanto, lá na Europa, o vinho é comercializado por nada menos que 500 dólares.

Mas há exemplos ainda mais impressionantes. De acordo com a Revue de Vin de France, produzir uma garrafa do Chateau Petrus custa algo em torno de 30 euros, sendo que seu preço de venda é de 4.500 euros. Já o Champagne Dom Perignon tem custo de 22,80 euros e preço de venda de 129 euros. Já um vinho simples de Bordeaux custa 1,39 euro e é vendido nos supermercados por 1,86 euro.

Fonte: Dr. Vino - Foto: BillBl

terça-feira, 31 de março de 2009

O melhor do turismo vinícola na Toscana

Assista ao belo vídeo que mostra os premiados no "Best of Wine Tourism 2009" na Toscana:

Pela primeira vez, dinamarqueses compram mais vinho chileno do que francês

Em 2008, as exportações francesas de vinho para a Dinamarca caíram de 19,6% para 15,2%. No mesmo período, a participação chilena nesse mercado subiu de 14% para 15,9%.

Para Ole Paustian, representante da Organização de Vinho e Espirituosos da Dinamarca, os vinhos chilenos e autraliananos agradam mais aos dinamarqueses, por serem mais leves, suaves e frutados do que os franceses.

A mudança também é atribuída à rigidez das normas francesas, que, em algumas regiões, não permitem que os vinhos sejam embalados em bag-in-box, cada vez mais popular. Semelhante problema ocorre em relação à relutância em utilizar tampas de rosca.

Outros países europeus, como a Espanha, estão perdendo participação no mercado dinamarquês.

Fonte: Politiken - Foto: Nicolas Solga

domingo, 29 de março de 2009

Polêmica sobre a escolha do "Top 10" de vinhos portugueses

Concursos que elegem "melhores vinhos" costumam ser objeto de polêmica e contestação. E com a Essência do Vinho 2009, um dos principais eventos ligados ao vinho em Portugal, não foi diferente.

João Paulo Martins, do jornal português Expresso, teceu duras críticas ao concurso, que colocou o Scala Coeli 2006 (foto), da Fundação Eugenio de Almeida, como primeiro colocado entre os tintos no "Top 10" de vinhos portugueses. Segundo Martins, "a pretensão de eleger os 10 melhores vinhos portugueses não pode ser levada a sério se os vinhos eleitos saíram, segundo informação da organização do evento, de um lote de apenas 10 brancos, 27 tintos e 5 Vinhos do Porto.".

"Será que algum júri alguma vez foi contactado para eleger os 10 melhores vinhos franceses? ou italianos? Claro que não e não será por acaso: a pretensão é tão desajustada que ninguém se atreve a pensar nisso. Aqueles eram os 10 melhores dos que estavam a concurso na Essência, nada mais.", alfineta Martins.

Especificamente em relação ao Scala Coeli, sentencia: "É o melhor tinto português? Vencedor pode ser, o melhor tinto português nem pensar, nem sequer no âmbito do portefólio da Fundação, onde encontramos um dos ícones portugueses, o Pêra-Manca. A mesma questão se aplica quer ao branco quer ao Vinho do Porto. Não é a competência de prova do júri que está em causa é a organização e quem patrocina. Não parece que se tenha feito um trabalho profissional."

Qual a sua opinião???

Veja o "Top 10":

Vinho branco:
Alvarinho Soalheiro 2007 (Vinho Verde)

Vinho tinto:
1.º Scala Coeli 2006 (Alentejo)
2.º Vinhas da Ira 2006 (Alentejo)
3.º Qta. Vale D. Maria 2006 (Douro)
4.º Qta. das Tecedeiras Reserva 2006 (Douro)
5.º Quanta Terra 2006 (Douro)
6.º Herdade dos Grous Reserva 2006 (Alentejo)
7.º CV 2006 (Douro)

Vinho do Porto:
1.º Qta. do Vesúvio vintage 2006
2.º Dow's Qta. Senhora da Ribeira vintage 2006

Fonte/Foto: Expresso

sábado, 28 de março de 2009

Essência do vinho na Hora de Baco

Mais um episódio da Hora de Baco, que foi ao ar no último dia 22. Agora, com um vinho do porto centenário, uma vinícola alentejana (Adega Figueirinha) e o grand finale: A Essência do Vinho 2009. Veja!


sexta-feira, 27 de março de 2009

O que faz um escanção?

Você se lembra, no fim do ano passado, quando fiz um postagem sobre o programa de TV português "A Hora de Baco", da RTP?

Pois é! Aqui temos mais um programa, que foi ao ar no último dia 15. Uma visita à vinícola Quinta da Alorna, a um vinhedo centenário e a um restaurante em que se mostra as atribuições de um escanção. Se você achou "escanção" estranho, não se preocupe. É o que nós chamamos de sommelier.

Veja! (pela extensão do arquivo, salvo se você tiver uma conexão extremamente rápida, carregue antes de assistir):


quinta-feira, 26 de março de 2009

The London International Wine Fair

Se você estiver na terra da Rainha em meados de maio próximo, já tem um programa interessante: The London International Wine Fair. Serão mais de 20.000 rótulos, sendo 10.000 de pequenos produtores.

Você se interessou? Para mais detalhes, clique aqui.

Pegue o vinho "voando"!!!

Em meio à crise nos EUA, uma churrascaria brasileira em Chicago, a Texas de Brazil, encontrou um modo diferente para atrair clientela: as atendentes acessam os vinhos da adega (na verdade, uma imensa parede de vinhos) suspensas em trapézios móveis. A notícia é do New York Times!